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Rico tem medo da CPMF pelo imposto proporcional e pela sonegação

15/09/2015

A equipe econômica do governo federal anunciou nesta segunda-feira (14) que vai propor o retorno da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF) com alíquota de 0,2%. A contribuição foi extinta em 2007, pelo Senado Federal, após vigorar por mais de uma década. Para que volte a valer, a proposta de retorno do imposto precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional.

Segundo os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, o imposto servirá como alternativa para cobrir o déficit previsto da previdência. “A CPMF irá integralmente para o pagamento de aposentadorias e será destinada para a Previdência Social”, garantiu Levy.

O conjunto de medidas fiscais anunciadas pelo Executivo pode trazer para os cofres públicos R$ 64,9 bilhões. A volta da CPMF, segundo os cálculos divulgados pelo governo, vai ser responsável por metade desse valor, com arrecadação prevista em R$ 32 bilhões.

Segundo o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, o objetivo é que a CPMF seja provisória e não dure mais do que quatro anos. O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, declarou ser “muito pouco provável” a aprovação, no Congresso, do retorno da taxa.

Parece claro que o povo não aceita mais impostos. Mas o que deixa a classe dominante mais refratária ao imposto sobre movimentação financeira é que todos pagam, na proporção do volume de dinheiro movimentado, a mesma alíquota, com o valor absoluto proporcional. Além disso, no cruzamento da malha fina da Receita Federal, quem ganha muito e sonega Imposto de Renda vai sempre se dar mal.

Imposto no Brasil é pago por pobres, na boca do caixa de supermercados, postos de gasolina, farmácias e lojas de eletrodomésticos.

Rico só paga quando lhe dá na telha ou quando tem temor de cair na malha fina. Está aí a Operação Zelotes para provar.

6 Comentários leave one →
  1. O Observador permalink
    15/09/2015 16:33

    Mais uma vez prezado colunista há no seu comentário uma distorção dos fatos! Vou te dar um exemplo de que a CPMF é um tributo injusto. Um empregado que só recebe salário mínimo em conta, recebe o pagamento do seu Patrão, um empresário bem sucedido e rico. O empregado recebe o cheque relativo ao seu salário de R$ 788,00, ele vai na boca do caixa sacar e paga 0,2% ao governo (pedágio) por estar movimentando seu salário. Seu Patrão retirou os R$ 788,00 do seu caixa e pagou os 0,2% o que vai significar pouca coisa dentro do montante que tem…olhando com a lógica em relação ao valor que ambos têm quem pagará mais imposto? Outra falácia de seu comentário, se a classe dominante é mais refratária ao imposto, como explicar que é justamente os banqueiros (Febraban) que está a favor do imposto?
    “A Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) se posicionou favorável ao projeto da nova CPMF proposto pelo governo para equilibrar as contas de 2016.” Fonte: Portal Governista Brasil 247

  2. Lobo permalink
    15/09/2015 19:49

    Simples. Os banqueiros foram favorâveis a isso por que não fazem parte do setor produtivo e qualquer crescimento no bolo de recursos do Tesouro ë uma forte grarantia de que receberåo o dinheiro emprestado ao governo de vârias formas entre elas títulos públicos. O representante do setor produtovo, FIESP, chiou muito.

  3. Lobo permalink
    15/09/2015 19:55

    Lembre-se que o tal mercado, leia-se banqueiros emprestaram dinheiro sem critérios gerando a bolha imobiliâria nos EUAs e a Grécia. Quando a ciranda financeira desequilibrou-se ruiu tudo. Algum banqueiro pagou o pato. Não. A pátria do Liberalismo (EUA) passou por cima de princípios seculares com intervencões em instituições financeiras e outas empresas como GM (estatizada momentaneamente). Na Grécia que tem muito menos meios e recursos o deus mercado exigiu o couro do gregos que foi tirado sem anestesia e mesmo assim não resolveu o problema.

  4. Edvaldo permalink
    16/09/2015 8:17

    Só queria lembrar que a proposta do governo federal era de 0,20%, mas para conseguir o apoio dos governadores na articulação junto aos deputados, a proposta passou a ser de 0,38%, sendo 0,18% para os estados. Só um exemplo: Uma movimentação corriqueira de R$ 1.000.000,00, em uma grande empresa serão deduzidos R$ 38.000,00. É muito dinheiro gente.

    • Lucure permalink
      16/09/2015 21:23

      O Observador: Com certeza, valores iguais serão descontos iguais. Mas a pessoa que recebe R$ 788,00, se gastar TODO o seu salário, irá pagar ao Estado quase R$3,00 no fim do mês (R$2,99). Já o patrão, que irá gastar mais com outras despesas, irá pagar mais que R$3,00 (R$ 2,99). Por isso esse é um bom imposto. Quem tem muito, paga muito; Quem tem pouco, paga pouco.
      Edvaldo: Já no caso do R$ Um Milhão pagar R$ 38.000,00. Na verdade paga R$3.800,00. (0,38%). Para quem movimenta um milhão, 3 mil e oitocentos “é gorjeta”.
      Não podemos esquecer que na CPMF, laranjas e fantasmas PAGAM imposto.

      • Edvaldo permalink
        17/09/2015 17:40

        Caro Lucune, o valor realmente é baixo, foi um erro de calculo, não observei que entre 38% e 0,38% tinha 3,8%. rsrsrsrs… Bom esclarecimento. Apesar de não concordar com aumento de qualquer imposto que seja.

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