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Dono do restaurante famoso de Luís Eduardo é preso como líder da seita escravocrata

17/08/2015
Cícero Valente de Araújo

Cícero Valente de Araújo

O cidadão conhecido como Cícero Vicente de Araújo, proprietário ou sócio proprietário do restaurante mais frequentado de Luís Eduardo Magalhães, foi preso hoje pela Polícia Federal como um dos principais implicados na grande operação que desmontou a seita denominada Comunidade Evangélica de Jesus.

Ele manteve, inclusive, um programa na Rádio Cidade, durante algum tempo, em que falava sobre evangelização e religião.

Cícero tem chácaras na cidade e uma grande fazenda em Ibotirama. E andou vendo fazendas no Estado do Tocantins, próximo a Bahia para comprar.

A Seita praticava trabalho escravo e apropriava-se de bens dos seus seguidores.

Segundo o site G1, seis líderes de uma seita religiosa foram presos durante uma operação realizada pela Polícia Federal (PF), na manhã desta segunda-feira (17), em Minas Gerais, Bahia e São Paulo. A seita conhecida como “Comunidade Evangélica Jesus, a verdade que marca”, é suspeita de manter fiéis em situação análoga à escravidão em propriedades rurais e empresas em Minas Gerais e Bahia, e ainda se apoderar de todos os bens das vítimas.

Segundo a PF, o pastor que é um dos principais líderes da organização foi preso em Pouso Alegre(MG), e outras cinco pessoas, que formariam a cúpula da seita religiosa, foram detidas em Minas Gerais e Bahia.

Ainda segundo o G1,  foram bloqueados bens que pertencem aos líderes da seita, entre eles 39 imóveis rurais em Minas Gerais e Bahia, além das contas físicas e jurídicas dos envolvidos. Também foram apreendidos documentos e computadores.

A polícia pediu ainda o bloqueio pelo Detran de mais de 100 veículos que pertenciam à seita, incluindo carros de luxo.

Os suspeitos estão presos temporariamente por cinco dias, podendo ter a prisão prorrogada por mais cinco dias. Eles serão levados para presídios em Três Corações (MG), São Paulo e Bahia.

Os envolvidos podem responder pelos crimes de redução de pessoas à condição análoga à de escravo, tráfico de pessoas, estelionato, organização criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. A pena pode chegar a 30 anos de prisão.

De acordo com o delegado da Polícia Federal em Varginha (MG), João Carlos Girotto, os fiéis frequentavam uma igreja com sede na capital de São Paulo e, em seguida, eram convencidos a ir para o interior do estado, com uma mudança completa de vida.

“[Eles eram levados para o interior] sob a promessa de que viveriam em comunidades onde vigeria o princípio da igualdade absoluta. Todos os bens seriam de todos. Ao adentrarem na seita, as pessoas são convencidas a entregarem todos os seus bens, móveis e imóveis, e na sequência são transferidas para fazendas, onde trabalham sem remuneração. Lá eles também têm a liberdade cerceada e, ao irem para as cidades, são escoltadas por membros da seita”, afirma Girotto.

Ao entrarem para a seita, os fiéis assinavam um termo de doação de todos os seus bens. Nas fazendas da organização, trabalhavam executando atividades agrícolas e também em postos de combustíveis e restaurantes. Os funcionários assinavam recibos de pagamento pelos serviços, mas não recebiam os salários, que ficavam com a seita.

“[Os líderes conseguiam] um lucro exorbitante com o trabalho deles e doações”, diz o delegado da PF. A estimativa é que o patrimônio recebido em doações dos fiéis chegue a pouco mais de R$ 100 milhões. Parte do dinheiro teria sido convertido em grandes fazendas, casas e veículos de luxo.

Ainda segundo o delegado, a organização teve início em 2007 nas cidades de Ribeirão Preto (SP) e São José do Rio Preto (SP), e em seguida foi transferida em 2012 para o interior de Minas Gerais.

Após a operação da Polícia Federal nas fazendas da região, em 2013, a seita começou a se transferir para a Bahia. “Assim que a polícia começava a investigar a atuação deles em determinados lugares, eles se transferiam para outras regiões”, afirma o delegado da PF Thiago Severo de Rezende.

5 Comentários leave one →
  1. Genivaldo Santana permalink
    18/08/2015 8:29

    Acho que já passou da hora de dá uma chegada mais firme nessa turma. Independente de religião. Mas, essa turma leva muito dinheiro na cara de pau.

  2. cláudia Maria de Lima permalink
    02/10/2015 17:50

    Se tiver o G1 ,ou a Globo envolvidos ,não acredito em uma palavra sequer .Tem que provar tudo. Todos são inocentes,até que se provem o contrário. A briga da Globo com os evangélicos é bem antiga.Logo ela que deve bilhões. Querem deter o dinheiro do universo? Muito suspeita essa denúncia.

  3. fernando_lima permalink
    10/01/2016 7:46

    Também acredito que é pura lorota , coisa de quem não tem oque fazer , eles n tem depoimento de ninguém que supostamente foi escravizado , segundo eles. como a claúdia disse até que se prove ao contrario são todos inocentes.

  4. leandro permalink
    09/09/2016 17:06

    isso é mentira a globo que fazer o nome de jesus cristo ir ao ridículo.porque eles só apoia as coisas erradas a tv globo é contra tudo que se chama Deus..

  5. Marciara Cardoso permalink
    07/02/2018 14:37

    Que estranho, a reportagem diz entre outras coisas que: Lá eles também têm a liberdade cerceada e, ao irem para as cidades, são escoltadas por membros da seita, e o mais impressionante é que recentemente estive lá e não ocorreu isso. Inclusive morei lá há alguns anos e quando resolvi mudar pra outra cidade não fui impedida. Como tirar a força pessoas que não querem sair ? Eles vivem naquele lugar de livre e espontânea vontade.

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