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Caminhoneiros fecham rodovias em Luís Eduardo. Amanhã, bloqueio total.

24/02/2015

rod 1Os caminhoneiros e agricultores da Região Oeste da Bahia amanheceram hoje com três postos de bloqueio nas BRs 020 e 242, em Luís Eduardo Magalhães. Durante o dia de hoje, os comitês estarão liberando, de duas em duas horas, o tráfego de caminhões. Mas amanhã bloqueiam completamente as rodovias. Carros pequenos, ônibus e carros de serviço de emergência serão liberados. Os bloqueios estão instalados na BR 242 em frente ao recinto da Bahia Farm Show e, após a Bunge, no final da duplicação; na O20 estão instalados junto ao posto 020.

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A situação econômica/financeira dos transportes rodoviários é realmente trágica: um caminhão 7 eixos (bi-trem) circula com 37 toneladas, recebendo R$100,00 por tonelada até o porto de Aratu e, com sorte, mais R$50,00 por tonelada no retorno, com o mesmo peso. Fatura bruto, portanto, R$5.550,00. Mas gasta só de óleo diesel mais do que a metade: entre 1.000 e 1.100 litros, aos preços de hoje entre R$2.890,00 e R$3.179,00. Além disso paga cerca de 7% sobre o valor do frete em impostos, R$388,50, pedágio, estacionamento no parque de triagem e gasta aproximadamente R$0,17 de desgaste dos pneus por km, em torno de R$340,00 por viagem.

Para aqueles que têm caminhões mais antigos, a oficina custa caro. Para os caminhões novos, prestações de 7 a 8 mil reais por mês. Se contabilizar ainda custo de alimentação, a conta dá negativa, com certeza. A conclusão é que caminhoneiros autônomos e frotistas estão pagando para trabalhar. Talvez por isso, uma de suas reivindicações mais fortes seja a prorrogação das dívidas de aquisição dos caminhões e o rebaixamento dos preços do diesel.

Os fretes praticamente não são reajustados há 4 anos, enquanto o diesel praticamente dobrou de preço.

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AGORA SÃO OITO ESTADOS COM ESTRADAS BLOQUEADAS

Caminhoneiros mantêm a paralisação em rodovias brasileiras na manhã desta terça, dia 24. Desde a última quarta, 18, eles bloqueiam diversas rodovias federais e estaduais em aos menos sete Estados num protesto contra, entre outras reivindicações, o reajuste do diesel, que impacta diretamente os valores do frete.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registra que hoje há bloqueios em Minas Gerais, no Rio Grande do Sul, em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Bahia e Santa Catarina. Ontem, 30 rodovias foram paralisadas em sete Estados. No Rio Grande do Sul, a produção já sente as consequências dos bloqueios. O maior frigorífico do Estado deixará de sacrificar 3 mil suínos na hoje. A ração deixou de ser entregue e animais têm comida para mais dois dias. Na última quinta, 19, um caminhoneiro carregado de matrizes com destino a Pelotas tentou furar o bloqueio e foi tombado e saqueado. O motorista está em estado grave. Os protestos também se refletem na produção leiteira. Uma cooperativa que recolhe o leite de produtores de 34 municípios da Região Noroeste suspendeu a coleta.

Em Santa Catarina, os bloqueios estão causando prejuízos para as agroindústrias e para os produtores de leite de Campos Novos a São Miguel do Oeste, prejudicando o deslocamento de cargas em toda a região. O abastecimento de combustíveis em Mato Grosso já está impactado. Se o transporte de grãos sofrer um atraso considerável no calendário, o impacto pode ser grande, já que vai coincidir com o transporte da safra de milho na metade do ano.

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GOVERNO REAGE AOS BLOQUEIOS COM AÇÃO NA JUSTIÇA

Com objetivo de suspender os bloqueios das rodovias federais em sete estados, promovidos por caminhoneiros que reivindicam, entre outras medidas, a redução nos preços dos combustíveis, a Advocacia-Geral da União (AGU) decidiu nesta terça-feira entrar na Justiça Federal com um pedido de liberação das rodovias bloqueadas. De acordo com a AGU, a medida tem o apoio do Ministério da Justiça, por meio da Polícia Rodoviária Federal e da Força Nacional.

As ações, segundo a AGU, foram ajuizadas nos estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. O órgão informa ainda que pediu a autorização da Justiça para que o Poder Público possa adotar “medidas necessárias para garantir a circulação nas pistas e a fixação de multa de R$ 100 mil para cada hora que os manifestantes se recusarem a liberar o tráfego”.

Nas ações, as procuradorias regionais da União argumentam que “os bloqueios aumentam os riscos de acidentes e ameaçam a segurança de todos que precisam utilizar as rodovias, além de provocar graves prejuízos econômicos ao impedir que cargas, muitas delas perecíveis ou perigosas, cheguem ao destino”.

 

Oficinas-Artistica_OExpresso

3 Comentários leave one →
  1. Mário Machado permalink
    24/02/2015 11:29

    Caminhoneiros carregados de razão, preço do frete, preço dos combustíveis, segurança nas estradas, infelizmente parece ser a unica coisa que fazer o governo ver o mal que faz a este país e a esta classe em particular, APOIO TOTAL A ELES!

  2. JUAN ARZAK permalink
    24/02/2015 14:27

    Só não vale Jornalista que apoio e votou no PT , agora dar apoio aos Caminhoneiros.. !

    Nota da Redação:
    O apoio aqui neste veículo é dado por decisão soberana do Editor. Acreditamos em causas justas, menos em comentaristas anônimos.Deixe adivinhar: vc é da galera do helicoca? Ou é da galera que fez sumir a água nas torneiras de São Paulo, distribuindo dividendos aos acionistas da SABESP?

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