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Situação das lavouras do Oeste baiano é grave, diz Ex-Ministro

30/01/2015

milho

Para o coordenador do Centro de Estudos do Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (GV Agro), Roberto Rodrigues, há dois tipos de problema. O primeiro é a falta de chuva nas culturas de verão. “Algumas regiões do país foram duramente afetadas, o Sudeste, particularmente, nas áreas de milho e soja”. Isso ocorre no sul de Minas e no Triângulo Mineiro, em São Paulo e no oeste da Bahia, apontou. Ex-ministro da Agricultura, Rodrigues aponta perdas significativas em algumas áreas.

“No oeste da Bahia é muito grave, porque é o quarto ano de seca”, disse o ex-ministro à Agência Brasil.

Outro problema que ainda não está contabilizado é o de culturas que dependem de irrigação – em algumas áreas, que só produzem feijão irrigado em períodos de seca, ainda não há clareza sobre a dimensão dos prejuízos – sem falar no preço da água e na própria falta d’água. Isso pode representar uma perda significativa de volume de produção, com aumento no preço dos produtos, mas ainda não está calculado, porque não se sabe qual será a dimensão da falta d’água”.

Rodrigues estimou que somente no final de março, quando se encerra o período chuvoso, o panorama ficará mais visível. Ele destacou, entretanto, que a safra de cana já está comprometida. Se chover, pode haver uma recuperação, mas os canaviais não se desenvolveram devido à seca em janeiro. “Estou muito preocupado com a oferta de cana este ano”. Outros dois produtos, como laranja e café, também dependem de água e apresentam um agravante, que é o fato de suas flores se ressentirem do calor intenso e mostrarem perda das floradas iniciais. “Vamos ter também queda de produção com os dois.”

Roberto Rodrigues teme ainda problemas sérios na oferta de pastagens na Região Sudeste, principalmente em São Paulo e em Minas Gerais, o que pode levar os pecuaristas a vender gado mais cedo. “Não é um cenário catastrófico, mas também não é simpático”, afirmou.

Os 40 dias quase sem chuva agravam-se com a alta temperatura e a evapotranspiração intensa. Além disso, todas as culturas foram atingidas, tanto aquelas de ciclo precoce, como as de ciclo médio e longo. O algodão, que resiste mais à seca, depende de chuvas para melhorar a arquitetura das plantas e na época da floração.

Neste momento, 19h20m na redação de O Expresso, temperatura de 30º C. A meteorologia promete chuvas apenas para o domingo, apesar do calor intenso. Em Barreiras, 33º C, depois de máxima de 35º, com previsão de pancadas esparsas amanhã, num total de 5 mm.

 

Maxxi Rome

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