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Rio São Francisco tem menor vazão em 83 anos

28/09/2014

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A Agência Nacional de Águas (ANA) divulgou esta semana um diagnóstico preocupante sobre o rio São Francisco. A vazão média do rio em setembro de 2014 foi de 49 metros cúbicos por segundo (m³/s). O mínimo registrado, desde 1931, quando a medição começou a ser feita, era de 52 m³/s. A ANA atribui a situação à “estiagem histórica e atípica enfrentada principalmente pela Região Sudeste do país”.
Já o Acompanhamento da estiagem na Região Sudeste do Brasil, publicado em julho pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), em parceria com a ANA, traça um panorama igualmente crítico da seca no Sudeste. Em junho, 13 de 107 medições de vazão nas bacias dos rios Grande, São Francisco, Paranaíba, Jequitinhonha e Mucuri trouxeram resultados abaixo do menor valor até então registrado (em alguns casos mais de 60 anos de medições).

O Rio Grande, um dos mais importantes afluentes do São Francisco: uma lâmina rala de água.

O Rio Grande, um dos mais importantes afluentes do São Francisco: uma lâmina de água insignificante. Foto de Carlos Alberto Reis Sampaio.

A nascente sem água do rio São Francisco, na Serra da Canastra, em Minas Gerais, acende um alerta sobre a necessidade de se monitorar e cuidar melhor dos recursos hídricos brasileiros. Castigados desde o ano passado por uma estiagem histórica — que levou o Velho Chico a registrar a menor vazão dos últimos 83 anos —, outros rios também têm tido dificuldades para correrem com a mesma intensidade. Além das condições climáticas, especialistas alertam para a deterioração cotidiana dos corpos d’água, mesmo em anos de muita chuva, pela ação do homem. Racionalizar o consumo, organizar a ocupação agrícola e urbana seriam passos necessários para garantir água abundante às futuras gerações.

“Essa é uma das centenas ou milhares de nascentes do São Francisco. O rio não secou, mas é uma luzinha amarela que se acende”, alerta Henrique Leite Chaves, professor do departamento de Engenharia Florestal da Universidade de Brasília (UnB). Chaves explica que o fenômeno das nascentes secas é mais comum no semiárido nordestino, mas que pode ser levado por uma longa estiagem a regiões menos áridas, como o Sudeste. “Para sair de uma nascente, a água se infiltrou meses ou até anos antes. Quando se tem dois anos seguidos de seca, ou um ano muito seco, as nascentes vão diminuir ou secar”, explica. Consequência natural do secamento das nascentes, os rios também têm apresentado um menor fluxo ou vazão de água. Do Correio Braziliense, editado por este jornal.

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