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Sabatina dos empresários: candidatos profetizam o amanhã

30/07/2014

3-candidatos

Após a sabatina realizada na Confederação Nacional da Indústria (CNI) hoje (30), a presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição, negou que depois das eleições haverá um aumento nas tarifas, apelidado de tarifaço. A candidata também rebateu críticas de outros candidatos de que seu governo tem um número excessivo de ministérios.

“Eu acho essa história [de tarifaço] prima-irmã da ‘tempestade perfeita’, do racionamento de energia e das profecias que não aconteceram,” disse Dilma, que considera que esse tipo de postura gera insegurança no país e pode levar as empresas a deixarem de investir no Brasil.

Dilma justificou o aumento nas tarifas em alguns setores pela escassez de chuvas na Região Sudeste, o que levou a colocar as Usinas Termoelétricas em funcionamento e a reajustar as tarifas.

Perguntada sobre as críticas de que há um número excessivo de ministérios em seu governo, Dilma citou algumas secretarias com status de ministério como as secretarias de Política para as Mulheres, a de Igualdade Racial, a de Direitos Humanos e o da Micro e Pequena Empresa, como necessárias para fortalecer segmentos específicos. Ela desafiou os candidatos a dizerem quais pastas deveriam ser extintas.

Aécio Neves: um Governo redesenhado

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, disse, na mesma entrevista coletiva, que, se for eleito, reduzirá pela metade o número de ministérios em seu governo e extinguirá pelo menos um terço dos cargos comissionados existentes hoje. Segundo ele, isso não significa que todas as áreas atendidas pelos 39 ministérios atuais não sejam importantes, mas sim que precisam ser “desburocratizadas”.

“Existe um grupo trabalhando no redesenho do Estado brasileiro, comandado por aquele que eu considero o mais eficiente gestor público, o ex-governador de Minas Gerais Antonio Anastasia. Estamos conversando para redesenhar o Estado brasileiro”, disse o candidato, sem antecipar quais ministérios serão cortados.

Eduardo Campos: modelo esclerosou e faliu

Terceiro colocado nas pesquisas de intenção de voto, o candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, disse a empresários da indústria que o atual modelo político do país, baseado na coalizão de partidos, “esclerosou e faliu” e, por isso, precisa ser revisto para viabilizar as mudança que possibilitem tornar o país mais competitivo. “Precisamos compreender que a solução antes da economia é na política”, disse. Além de Campos, foram convidados para a sabatina os candidatos de PSDB, Aécio Neves, e do PT, Dilma Rousseff.

Durante abertura de sabatina dos presidenciáveis promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), Campos prometeu comandar uma reforma política que acabe com “essa lógica patrimonialista, fisiologista e atrasada que tem a cabeça no século 19”. Da ABr, editado por O Expresso.

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  1. Mário Machado permalink
    31/07/2014 8:26

    O status quo é o único que pode falar do hoje, aos demais cabe profetizar ou apresentar propostas sobre o que poderão fazer. Não sou profeta, mas depois da Argentina ir a bancarrota prevejo um futuro sombrio para 2015, ganhe quem ganhar.

    Não existe o mínimo controle de gastos por parte do Governo Federal, a inflação corre a solta, os investimentos em infraestrutura só serviram para a malfadada copa.

    Saúde, educação, segurança, transportes, tudo sucateado, mas a copa foi um sucesso. Pergunta: sucesso para quem cara-pálida? Me engana que eu gosto!!!

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