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De capital do agronegócio à capital dos quebra-molas

27/02/2014
O "colosso" da Clériston Andrade, construído, rebaixado e hoje aposentando, sem função, mas ainda prejudicando os usuários.

O “colosso” da rua José Cardoso de Lima, construído, rebaixado e hoje aposentando, sem função, mas ainda prejudicando os usuários.

Luís Eduardo Magalhães tem crescido em população a taxas de 14% ao ano; a arrecadação tributária e o orçamento crescem na mesma proporção; e o número de veículos já ultrapassou de longe 30 mil, incluindo aí as famigeradas motinhos. Como esses veículos, principalmente as motinhos, circulam sempre com mais pressa do que recomenda a prudência, os responsáveis pelo trânsito da cidade resolveram incrementar a política terceiro-mundista de prosaicos quebra-molas, como contenção aos tarados do trânsito.

Acontece que com as barreiras físicas, que às vezes atingem alturas inomináveis, principalmente no centro, os motoristas precisam parar, engatar uma segunda marcha e arrancar de novo, com aumento em até 100% do combustível consumido e também da emissão de gases.

As autoridades de trânsito nada entendem, caso contrário não estariam mantendo quebra-molas a 20 metros de faróis de trânsito ou, como no caso emblemático, daquele em frente à loja Paraíba, (veja aqui matéria de novembro de 2009, quando foi construído) onde o motorista precisa frear logo depois da esquina. Acontece que a José Cardoso de Lima era de duas mãos. Tornou-se mão única e, por inércia ou inaptidão das autoridades de trânsito, a lombada foi ficando.

E a pista lateral à rodovia, Enedino Alves da Paixão e rua JK? Para atravessá-las o caminhoneiro tem que ultrapassar quase 20 insólitos quebra-molas, um seguido pelo outro, mesmo que leve uma carga de 38 toneladas em seu caminhão nove eixos.

Buraco na temporada de águas os usuários entendem; ruas sem asfalto, o usuário também pode entender, pois as verbas públicas minguaram e ao que parece a folha salarial e custeio estão consumido o orçamento da Prefeitura.

Mas este imposto indireto de gastar combustível, freio e arrebentar o carro todo por baixo, ninguém entende.  É imposto indireto que o contribuinte paga todo dia e, por outro lado, renúncia fiscal, pois a Prefeitura poderia usar o aparato de guardas de trânsito e equipamentos eletrônicos para coibir os abusos de velocidade, remetendo para a casa dos mais audazes a multa relativa aos excessos, através de rigoroso controle eletrônico.

Por que não educar como foi feito em Brasília, onde todos param na faixa de segurança para o pedestre passar? Os mal educados aqui do Oeste da Bahia são piores do que eram os de Brasília?

Há quatro anos, o Ministério Público obrigou a Municipalidade de Maringá, através de Termo de Ajustamento de Conduta,  para retirar ou redimensionar mais de 400 lombadas para as medidas previstas pelo CONTRAN, que são de  10 centímetros de espessura por 3,70 metros de largura em avenidas e de 12cm de altura x 0,80 m em ruas secundárias. As lombadas de Luís Eduardo estão dentro dessas medidas. Não estão mesmo! Pintar e sinalizar as lombadas, principalmente em ruas de pouca iluminação também são obrigações óbvias.

Quebra-molas é coisa de gente subdesenvolvida culturalmente. E nós não podemos aceitar a pecha de incultos e bárbaros e ainda pagar por isso. 

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  1. Elvin Escher permalink
    28/02/2014 20:06

    Isso é CONLUIO Srs. da prefeitura com a empresa de asfalto! Não há lógica, sobra asfalto para os quebra-molas mas falta para os buracos??? Onde vamos parar. Sr. Secretário de obras e infraestrutura tenha vergonha na cara e hombridade, ensaque sua viola e vá tocar em outro lugar porque para esse cargo já vimos que o sr. não presta. (sic) renuncie a sua presença no século XXI.

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