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Alemães podem cooperar com energia solar na irrigação do Nordeste

03/12/2013

O sol forte do semiárido brasileiro costuma impressionar os estrangeiros, especialmente os europeus, pela sua intensidade. Não foi diferente com os alemães Harry Wirth, diretor da divisão de sistemas fotovoltáicos da Fraunhofer-Gesellschaft – associação alemã de pesquisa com mais de 50 institutos por todo o país -, Thorsten Pollatz, chefe do departamento de tecnologias ambientais da RLP AgroScience (instituto de pesquisas ambientais e agronômicas do governo alemão), e Axel Geppert, cônsul honorário da Alemanha no Rio Grande do Norte.

energia solar

Trazida pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), a comitiva que visitou a região contou ainda com Daniel Faro, consultor na área de energias renováveis da CTGAS, em Natal (RN), e Eduardo Jatobá, gerente da Divisão de Eficiência Energética e Desenvolvimento Tecnológico da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) em Recife (PE).

O grupo visitou os perímetros irrigados Mandacaru, em Juazeiro (BA) e Nilo Coelho, em Petrolina (PE), região do Vale do São Francisco, para ter uma perspectiva da viabilidade técnica do aproveitamento da energia solar nos perímetros irrigados da região.

Os 35ºC de temperatura e a insolação intensa agradaram a Wirth. “A região me pareceu muito apta, pois conta com o sol e a topografia apropriados para o aproveitamento da energia solar. Estamos animados com essa possibilidade”, disse.

Segundo Stênio Petrovich, assessor da presidência da Codevasf, “as despesas com energia elétrica representam a maior parte do custo da produção dos perímetros irrigados da Codevasf”, onerando a produção em cerca de 40%. Esse custo poderia ser reduzido, no longo prazo, caso fosse aproveitado corretamente o potencial de produção de energia solar disponível na região.

Para Pollatz, o fato de haver demanda suficiente para consumir toda a produção nos próprios distritos de irrigação é interessante, pois tornaria desnecessária a ligação do sistema local à rede central de energia, economizando recursos financeiros e facilitando o planejamento do projeto.

Geppetz ressalta que a visita enxergou as potencialidades da região, mas que ainda será necessário aliar os institutos alemães à CPGAS, à Chesf e à Codevasf para desenvolver melhor as ideias que surgiram durante a visita. “É uma paquera”, diz. “Depois vem o namoro, para depois vir o casamento”, brincou, otimista.

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