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Novos leilões de energia eólica: Bahia é o segundo estado em números de projetos

17/11/2013

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A Bahia apresenta o segundo maior número de projetos eólicos, 105 no total, habilitados a participar do leilão de energia do tipo A-3 nesta segunda-feira (18). A maioria dos 429 projetos de geração de energia são de fonte eólica. O Rio Grande do Sul foi o estado que apresentou maior número de projetos deste tipo, 110.

O leilão A-3 visa à contratação de eletricidade para abastecer o mercado consumidor do país no ano de 2016. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), 381 empreendimentos de geração eólica foram habilitados a participar. A capacidade instalada dos parques eólicos totaliza 9.191 megawatts (MW).

A fonte solar, que pela primeira vez participa dos leilões públicos de comercialização de eletricidade promovidos pelo governo, obteve 31 centrais de geração, em um total de 813 megawatts. A Bahia liderou os projetos fotovoltaicos, com 12 no total.

O preço teto do leilão, para todas as fontes participantes, será de R$ 126/MWh.

A pergunta é a seguinte: desta vez combinaram com a CHESF, responsável pela transmissão da energia? Ou vai ficar como os sítios eólicos de Guanambi e do Rio Grande do Norte, onde dezenas de geradores permanecem parados por falta de linha de transmissão?

Veja esta matéria da Globo.com, editada em julho, quando 19 sítios eólicos completaram um ano sem funcionar. Um prejuízo que na época passava de R$ 400 milhões.

“Doze parques do maior complexo de energia eólica da América Latina foram inaugurados em julho do ano passado (2012) e estão parados. São 184 torres em uma área que abrange três municípios do Sudoeste da Bahia.
Se estivessem funcionando, os geradores seriam capazes de alimentar mais de 500 mil casas com média de quatro moradores em cada uma, ou uma população de mais de dois milhões de habitantes.
Além desse complexo, outros sete parques do Rio Grande do Norte estão na mesma situação. Foram inaugurados há um ano e não funcionam por falta de linhas de transmissão. A CHESF, companhia estatal que deveria ter entregue as conexões, atribui o atraso a três fatores.
“O processo de licenciamento ambiental, o processo de anuência dos órgãos do patrimônio histórico, e hoje uma questão muito grave, a questão fundiária”, diz João Bosco de Almeida, presidente da CHESF.
A energia que deveria ser gerada nesses parques eólicos já foi leiloada. E, de acordo com o contrato, as distribuidoras têm que pagar mesmo sem receber. Assim, as usinas não perdem dinheiro. É o caso da Renova Energia, que administra os parques do Sudoeste da Bahia.

“Nós recebemos a receita, mesmo porque essa receita é usada para pagar o financiamento que contraímos junto ao BNDES. São R$ 15 milhões ao mês”, revela Carlos Mathias Becker, diretor-presidente da Renova Energia.

Os 19 parques eólicos da Bahia e do Rio Grande do Norte já receberam cerca de R$ 400 milhões durante este ano em que ficaram parados. Segundo a Aneel, no fim, quem paga essa conta é o consumidor, pois esse valor é considerado um custo extra e entra no reajuste da tarifa.
Para garantir a geração de energia, o governo decidiu que apenas as usinas próximas a subestações de transmissão poderão participar dos próximos leilões.”

Enquanto isso, as caríssimas termoelétricas a petróleo (fuel oil) consomem o dinheiro do contribuinte para tapar os buracos das hidrelétricas.

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