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Governo e produtores comemoram vinícola na Chapada Diamantina

18/08/2013

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Nesta sexta-feira, com o secretário estadual da Agricultura, Eduardo Salles, e uma comitiva composta por empresários franceses, o Governador participou da segunda colheita de uvas de Morro do Chapéu, da degustação de vinhos produzidos com a primeira safra, e do lançamento da primeira Sociedade Vinícola da Chapada Diamantina, um condomínio de 20 hectares que terá também uma indústria com capacidade inicial para produzir 200 mil garrafas de vinho/ano.

O diretor do empreendimento, Eraldo Cruz, explicou ao governador que a Sociedade Vinícola terá 20 lotes de um hectare, cada um com custo de implantação de R$ 198 mil. A formação do condomínio deverá estar concluída em dois anos, e cada condômino terá direito a uma área de 200 metros quadrados para construção residencial. Serão plantadas uvas das variedades Cabernet Sauvignon, Sirah, Malbec, Cabernet Franc, Merlot, Pinot Noir, Chardonnay, Sauvingnon Blanc e Muscat Petit Grain.

Autoridades e produtores degustam vinhos produzidos com uvas da Chapada

Autoridades e produtores degustam vinhos produzidos com uvas da Chapada

“Começamos a colher os frutos do que fomos buscar na França há alguns anos. Acho que aqui será o vetor de desenvolvimento e enriquecimento da região, principalmente para Morro do Chapéu. Muita gente não acreditava que poderíamos plantar uvas e daí produzir um vinho de qualidade. Hoje, a resposta está aí e os investidores começam a aparecer”, afirmou o governador Jaques Wagner.

Para Eurico Benedetti, do Conselho Diretor da Miolo, o mercado baiano e brasileiro é promissor. Segundo ele, “na França, o consumo percapta de vinho é de 60 litros/ano, enquanto que no Brasil é de 6,8 litros/ano. Temos que fazer trabalho de base, educação e degustação para ensinar o brasileiro a consumir vinho”.  Essa opinião é compartilhada por Giuliano Pereira, pesquisador da Embrapa Uvas e Vinhos, um dos responsáveis pela implantação do projeto na Chapada Diamantina.

Cultivo protegido de tomate na Chapada.

Cultivo protegido de tomate na Chapada.

Vila Francesa na Chapada

Além da primeira vinícola da Chapada, morro do Chapéu terá também uma vila de produtores franceses. Visando acelerar a vinda de produtores da França, o produtor Aderbal Cesar de Oliveira doou 12 hectares de sua propriedade à associação de produtores franceses, sendo dez para o plantio de uvas e dois para a construção de uma vila residencial. “Estamos satisfeitos com tudo que vimos aqui, com o potencial da Chapada, e queremos vir. Mas precisamos levar o assunto para ser discutido com os demais membros da associação”, disse Edouard Pinon, presidente da Associação de Jovens Produtores da França.

Para o presidente da Cave Coopérative de Riceys e Presidente da Union Auboise (União das cooperativas de produtores de Champagne), Cristian Jojot, que esteve na região da Chapada pela terceira vez, agora acompanhado, dentre outros, por Edouard Pinon, na região produtora de Champagne somente da sexta safra em diante é possível avaliar melhor os vinhos, “mas aqui já podemos perceber o sabor e a excelente qualidade”. Ele brindou com o governador e o secretário o sucesso que está sendo obtido na Chapada Diamantina.

“Há cerca de três anos, implantamos em Morro do Chapéu uma Unidade de Observação para produzir uvas viníferas para vinhos finos. Na época, os pessimistas não acreditaram, mas no ano passado colhemos a primeira safra, e hoje realizamos a segunda colheita e degustamos os vinhos produzidos com a primeira safra, dando exemplo de sustentabilidade”, afirmou o secretário Eduardo Salles. “Continuamos buscando novas opções e alternativas econômicas para a região da Chapada Diamantina, visando aumentar a competitividade, gerar empregos e agregar valor aos produtos da região”, disse Eduardo Salles.

De acordo com ele, a produção de uvas viníferas para produção de vinhos finos, o cultivo protegido de hortaliças e a implantação dos 200 hectares de morango vão mudar a realidade não só de Morro do Chapéu, mas de toda a Chapada Diamantina. Ele lembrou que os empregos criados por essas atividades significam geração de renda e fixação do homem no campo, como melhores condições de vida. “Começamos em Morro do Chapéu, mas o cultivo protegido poderá se expandir por toda região”, disse.

Para Jairo Vaz, superintendente de Atração de Negócios da Seagri, o sucesso do experimento e o início do cultivo comercial em Morro do Chapéu são os primeiros passos de um projeto bem maior. “Nosso foco agora é agregar os pequenos produtores, organizando-os em cooperativa, e atrair investimentos para a instalação de uma vinícola na região”. Um hectare de uva pode produzir 10 mil garrafas de vinho que, por exemplo, comercializadas a R$ 15,00 cada garrafa, significarão R$ 150 mil por hectare.

Além da Unidade de Observação em Morro do Chapéu, a Seagri/EBDA e a Embrapa implantaram outras unidades de observação, em Mucugê, onde já foi realizada a primeira colheita, e em Rio de Contas, onde começa o plantio de mudas.

Plantio de morangos vai envolver 800 famílias de agricultores

Mas a festa não é só do vinho. É do tomate e dos morangos. O governador e o secretário Eduardo Salles inauguraram os primeiros três hectares de produção de tomates grape sweet, dos 50 hectares de estufas para cultivo protegido de hortaliças que a empresa Ban Bahia Tomates Especiais, que já emprega diretamente 70 pessoas, está implantando em Morro do Chapéu. Este é outro resultado das missões internacionais realizadas pelo governo da Bahia, através da Seagri.

De acordo com Cid Baylão de Carvalho, diretor da empresa baseada em Goiás, com a participação de sócios do México, esses três primeiros hectares de tomates, em duas safras anuais, deverão produzir um milhão de quilos de tomate grape sweet. A produção visa abastecer o Nordeste, mas vai também dar suporte a Goiás.

Depois de visitar a área de produção da Ban Bahia Tomates, o governador Jaques Wagner, o secretário Eduardo Salles, o presidente da Associação dos Produtores e Criadores de Morro do Chapéu e Região, Odilésio José Gomes, o diretor presidente da Peterfrut, Aguilar José Peterle, e o prefeito de Morro do Chapéu, Cleová Oliveira Barreto, assinaram o protocolo de intenções através do qual a Peterfrut assumiu o compromisso de implantar uma Unidade de Beneficiamento e Processamento de Morango na região da Chapada. Serão implantados 200 hectares de morangos, envolvendo 800 famílias, ou cerca de 2.400 pessoas, considerando-se que cada família tenha pelo menos três pessoas.

De acordo com Aguilar José, “vamos fomentar 70% do custeio do agricultor, viabilizando toda assistência e treinamento”. Ele afirmou ainda que “não vamos apenas plantar e vender morangos; vamos fazer o negócio morango”. Ele explicou ainda que a cultura do morango gera empregos e renda, lembrando que “hoje um dia de trabalho no campo rende ao trabalhador cerca de R$ 25,00, mas dentro de alguns anos vai chegar a R$ 80,00”. Há mais de uma década a Peterfrut produz morangos no Espírito Santo.

O Grupo Peterfrut é um conglomerado econômico composto por oito empresas. A matriz está sediada em uma área de 30 mil m2 no município de Venda Nova do Imigrante, na região serrana do Estado do Espírito Santo, a 200 km da capital Vitória. O principal negócio do grupo é a produção e distribuição de frutas de alta qualidade por todo o território nacional, sendo o principal produto o morango.

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