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ABAPA sedia seminário sobre praga que trouxe prejuízos à lavoura do Oeste

31/07/2013
Gilson Pinesso (ABRAPA), Humberto Santa Cruz e Izabel da Cunha (ABAPA): interessados em aproximar pesquisa das lavouras do MATOPIBA.

Gilson Pinesso (ABRAPA), Humberto Santa Cruz e Izabel da Cunha (ABAPA): interessados em aproximar pesquisa das lavouras do MATOPIBA.

Luís Eduardo Magalhães sediou, na terça-feira, 30 de julho, o Seminário Brasileiro sobre  Helicoverpa. Com aproximadamente dois mil participantes o seminário abordou diversos tópicos relacionados a lagarta, que está preocupando os produtores brasileiros. O evento contou com a participação de pesquisadores de todo território nacional e relatos de experiências na Austrália, onde foi registrado o primeiro foco da lagarta.

Para o prefeito Humberto Santa Cruz, que participou do seminário e também é produtor rural, a situação é delicada. “O desequilíbrio biológico da lagarta Helicoverpa spp. demanda pesquisas para a eficiência do controle no campo. A economia da região oeste sente os prejuízos”.

Desde que foi identificada a presença da Helicoverpa nas lavouras brasileiras, os órgãos competentes iniciaram um trabalho de combate estratégico à praga. No entanto, um dos produtos que seria utilizado para combate da lagarta, o Benzoato de Emamectina, encontrou resistência do Ministério Público e ainda não foi liberado para uso. Enquanto isso associações e organizações de produtores rurais buscam o controle de diferentes maneiras e se preocupam com o ataque de outras pragas também, como é o caso do besouro Anthonomus grandis e da mosca Bemisia tabaci (mosca branca).

O seminário foi prestigiado por pequenos a grandes produtores rurais. Na qualidade de presidente da União dos Municípios dos Oeste da Bahia (Umob), Humberto salientou que pressionará deputados e senadores para que o decreto presidencial, liberando o  produto Benzoato de Emamectina, seja aprovado pela presidente Dilma Rousseff, criando-se um registro de caráter emergencial. Essa liberação interfere diretamente nas decisões de plantio até outubro deste ano.

Unidade da Embrapa

Segundo o secretário estadual de Agricultura, Eduardo Salles a presença marcante de público no seminário demonstra a preocupação das entidades representativas da agricultura e os governos municipais, estadual e federal em encontrar uma solução. Salles destacou ainda a importância do município de Luís Eduardo Magalhães para o cenário agrícola do país e a necessidade de instalação de uma unidade de pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) na cidade.

O prefeito Humberto Santa Cruz concorda integralmente com o secretário Salles. “O futuro da nossa região depende de pesquisas. É extremamente necessário uma unidade da Embrapa no oeste, que atenderá a região estratégica do MATOPIBA ( Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), a cidade está geograficamente bem localizada com boas condições de produção e concentra grandes organizações de produtores rurais”, observou.

Para o produtor rural Walter Horita, a vinda de uma unidade da Embrapa seria uma acréscimo ao trabalho desenvolvido pela Fundação BA. “Passamos uma situação difícil por desconhecer a praga, já perdi 20% da produção de algodão. Teremos que conviver com a Helicoverpa, porém é necessário técnicas de controle e uma unidade de pesquisa da Embrapa em Luís Eduardo Magalhães é o caminho”. Horita acredita que além de parceira, a Fundação BA pode contribuir na fase inicial de instalação da unidade da Embrapa com a estrutura física.

Presenças

Além do prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Humberto Santa Cruz, o secretário de Agricultura da Bahia, Eduardo Salles e o produtor rural Walter Horita, também prestigiaram o evento o secretário Nacional de Defesa Agropecuária, Enio Marques, a presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Izabel da Cunha, o presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Julio Busato, o presidente da Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa), Gilson Pinesso, o presidente do Instituto Brasileiro do Algodão, Haroldo da Cunha e representando o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Ladislau Martin Neto, diretor-executivo de Pesquisa e Desenvolvimento.

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