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Instalado grupo de trabalho para combate à Helicoverpa

08/03/2013

O secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, e o diretor geral da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), vinculada à Seagri, Paulo Emílio Torres, além da Superintendente do Ministério da Agricultura da Bahia, Virgínia Hagge, instalaram na tarde desta quinta-feira (7), o Grupo Operacional de Emergência Fitossanitária no âmbito da Seagri, com o objetivo de identificar, propor e executar a implantação de ações emergenciais e eficazes para o controle da praga Helicoverpa zea, que está atacando as culturas de algodão e soja no Oeste da Bahia.

A ação do grupo, concomitante com ações do Ministério da Agricultura, através da Secretaria de Defesa Agropecuária, visa assegurar o completo restabelecimento produtivo das culturas da soja e algodão. Com escritórios em Salvador, na sede da Adab, e em Barreiras, o grupo será coordenado pelo diretor geral da Adab, Paulo Emílio Torres.

Ao instalar o grupo, o secretário Eduardo Salles destacou a rapidez com que providências foram tomadas pelos governos estadual e federal, visando a decretação de emergência fitossanitária para a situação do intensivo ataque da praga Helicoverpa zea em lavouras de algodão e soja na safra 2012/2013, o que foi feito através da Portaria nº 42, da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa, autorizada pela presidente Dilma Rousseff.

“Este é um problema muito grave para a agricultura baiana, mas com a rapidez e união com que as esferas governamentais e os produtores agiram, vamos conseguir minimizar os prejuízos que essa praga poderia causar. Amanhã estarei com o ministro da Agricultura e farei um agradecimento especial, em nome do governador Jaques Wagner, para ele e toda equipe do ministério, especialmente ao pessoal que trabalha na defesa vegetal por esta eficiência”, afirmou Salles.

Na semana passada, surpreendidos com a praga, que só atacava o milho e passou a atacar a soja e o algodão, 1.500 produtores do Oeste se reuniram para discutir o problema, quando avaliaram que os prejuízos poderiam chegar a R$ 1 bilhão, e passaram a questão para o secretário Eduardo Salles. Dias depois, a convite da Seagri, o diretor do Departamento de Sanidade Vegetal (DSV/SDA/Mapa), Cósam Coutinho veio à Bahia, quando estratégias de ação foram debatidas. De acordo com Cósam, havia necessidade de acelerar o processo de registro dos produtos agroquímicos, que pode demorar anos, por isso, a solução imediata seria a decretação de emergência fitossanitária, o que somente aconteceria com a autorização da presidente Dilma. Informado pelo secretário Eduardo Salles, o governador Jaques Wagner solicitou a medida à presidente Dilma, respaldando o pedido com laudo técnico elaborado pela Adab e pela Embrapa, demonstrando a gravidade da situação.

Grupo Operacional

De acordo com Paulo Emílio Torres, diretor geral da Adab, a decretação de emergência fitossanitária visa à implementação do plano de supressão da praga, e adoção de medidas emergenciais para as safras seguintes, até 2015, além de permitir o registro de produtos agroquímicos específicos para as culturas do algodão e da soja. “Com a instalação do grupo, em consonância com o grupo de emergência situacional de Brasília, a Bahia se destaca como propositor de ações emergenciais”, disse.

O vice-presidente da Abrapa, João Carlos Jacobsen, pontuou a importância da união entre instituições privadas e agentes governamentais para resolver o problema. “As dificuldades que nós passamos só não foram piores por conta da agilidade e presteza da Seagri/ Adab e Ministério da Agricultura, o que demonstra o comprometimento dos governos estadual e federal com o Oeste”, declarou.

Presente no evento, a superintendente do Ministério da Agricultura da Bahia, Virgínia Hagge, salientou a importância do alinhamento que vem acontecendo entre a Seagri/Adab e o Ministério, para alcançar resultados comuns. “Unidos nós conseguimos focar no problema e resolvê-lo”, pontuou.

Também estavam presentes a presidente da Associação Baiana de produtores de Algodão (Abapa), Isabel da Cunha; o gerente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), Francisco Benjamim; o vice-presidente da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA), Celestino Zanella; o presidente da Fundação de Apoio a Pesquisa e Desenvolvimento do Oeste Baiano (Fundação BA) Clóvis Ceovin; o diretor técnico da Superintendência do MAPA na Bahia (SFA/BA), Paulo Reis e o assessor técnico Carlos Brito; o superintendente da Seagri, Raimundo Sampaio; Edson Alva da EBDA; o presidente da AIBA, Júlio César Busatto e o diretor de Defesa Sanitária Vegetal da Adab, Armando Sá.

De acordo com a portaria nº 056/2013, compete ao grupo operacional, propor e executar técnicas operacionais de defesa vegetal, determinada pelo Plano de Emergência; controle e manejo da praga, em caráter temporário; interagir com os órgãos do governo federal, estadual municipal, câmaras técnicas e setoriais da soja e algodão e iniciativa privada, no sentido de viabilizar as proposições do grupo.

Fazem parte do grupo as seguintes instituições: Adab, SDA/Seagri, SFA/BA, Ebda, Aiba, Abapa, Fundação Bahia, Faeb, Agrolem, Aeab, Aciagri e Fundeagro.

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