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A guerra do fim do mundo vai completar 31 anos sem solução à vista

26/01/2013

Neste próximo 2 de abril, os argentinos comemoram ou lamentam a aventura temerária dos generais argentinos pelo domínio das Malvinas. Não se questiona o momento político que fez com que o regime militar argentino, tentasse, numa aventura bélica, retomar a popularidade que perdia de maneira acentuada. O importante é que a ONU decida de uma vez por todas qual País deve assumir as congelantes ilhas no final do mundo: se a Argentina que está a 640 km das ilhas ou o Império Inglês, que está a 12.400 km.

Soldados britânicos retomam o controle do arquipélago de mais de 700 ilhas

Soldados britânicos retomam o controle do arquipélago de mais de 700 ilhas

Douglas Mc Creery é um britânico que lutou na guerra e assim que começa a conversar faz questão de explicar que as ilhas são parte do Reino Unido: “A cabine de telefone é britânica, o poste de telégrafo é britânico, as casas são britânicas”.

A catedral é anglicana. O pastor prega em inglês. É a língua oficial, apesar do espanhol no currículo escolar. Os jovens entre 16 e 17 anos podem ir para a Inglaterra fazer faculdade. Tudo por conta do governo britânico, diz a redação do Jornal Nacional, da Globo.

Na verdade a decisão da Inglaterra de rechaçar a iniciativa argentina também atendia a interesses políticos internos. Margareth Thatcher, a primeira ministra, insistiu várias vezes que a soberania britânica sobre as Falklands era uma questão de princípios. Mas havia razões internas que estimularam o início da guerra. Em 1982, o governo de Thatcher tinha sido profundamente abalado. O desemprego oficial atingiu a casa dos 3,6 milhões de pessoas, embora, na realidade, o número de desempregados era muito maior. Sua política enfrentava uma forte oposição, com greves em grande parte das indústrias e nos hospitais. Em 1981, os planos do governo de fechar 23 minas de carvão tiveram que ser adiados por causa da ameaça de greve.

O governo Thatcher estava na corda bamba. O apoio do Partido Trabalhista à guerra das Malvinas foi de fundamental importância para a recuperação do território. Os ingleses até pretendiam, dois anos antes da invasão, entregar o domínio das ilhas aos argentinos, desde que assinassem um contrato de arrendamento de 99 anos. Já estavam de olho no petróleo que agora começam a explorar.

Uma corveta inglesa afunda atingida por um míssil argentino

Uma corveta inglesa afunda atingida por um míssil argentino

As marcas da guerra de opereta, inventada pelos militares, ainda divide a Argentina. E o apoio à atitude imperialista da Inglaterra é maciço entre os ingleses, países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte e, principalmente, dos Estados Unidos. Até o Chile apoiou durante a guerra e apóia até hoje, na logística das ilhas, aos ingleses.

O bombardeiro Vulcan que poderia ter realizado um massacre na Argentina, detido no Galeão pelas autoridades brasileiras

O bombardeiro Vulcan, que poderia ter realizado um massacre na Argentina, detido no Galeão pelas autoridades brasileiras

Durante a guerra os ingleses pensaram até em bombardear cidades importantes da Argentina, portos e aeródromos militares, colocando em risco a população civil. Foi o Brasil quem protestou contra os planos ingleses, considerando a decisão como ato hostil contra o continente. Ato contínuo, prendeu um bombardeiro Vulcan no Galeão – o avião voltava das Malvinas e teve problemas para alcançar a ilha de Ascensão, base inglesa no meio do Atlântico Sul.

Capacetes de soldados argentinos mortos ou feito prisioneiros repousam no campo de combate

Capacetes de soldados argentinos mortos ou feito prisioneiros repousam no campo de combate

O saldo da aventura, que pode se repetir a qualquer momento se depender do combalido kirchenerismo argentino, deixou um saldo de 900 mortos, 649 dos quais do lado argentino. Mas a tragédia social foi mais ampla: mais de 700 ex-combatentes argentinos cometeram suicídio após a guerra das Malvinas.

A conclusão que se chega é a de sempre: os políticos criam a guerra e os jovens, sempre os oriundos da classe menos favorecida, irrigam as pretensões da classe dominante com seu sangue.

Leia mais, aqui, aqui e aqui.

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