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Quinta-feira, a decisão sobre as divisas da Bahia

10/12/2012

Representantes dos estados da Bahia,  Goiás, Tocantins e Piauí negociam uma disputa de terras que atualmente pertencem à Bahia, mas que podem ser redistribuídas a partir de  quinta-feira (13), quando termina o prazo do Supremo Tribunal Federal (STF) para que o acordo entre os estados seja firmado. Na Bahia, Barreiras, Luís Eduardo Magalhães e Formosa do Rio Preto, no oeste, são as três cidades que podem perder parte de suas terras.

A divisa do oeste da Bahia com os outros estados é feita com base nos limites da Serra Geral, cálculos que são questionados pelos outros estados.

Por encomenda da justiça, o Exército realizou um novo traçado, onde a Serra não é mais utilizada como demarcador, e sim os limites dos divisores naturais das águas, o que faria com que os três municípios baianos perdessem 108 mil hectares de terra, uma área maior que a capital, por exemplo, que tem 69 mil hectares  A disputa pelas terras está na justiça desde 1986.
Economia

Fábio Lauck

Fábio Lauck

A região onde acontece a disputa de terra tem um dos hectares mais valorizados do estado, que chega a valer R$ 15 mil reais o hectare  Na região, que é plana e tem bons índices pluviométricos para a agricultura  é cultivado soja, milho e pecuária de corte.
O agricultor Fábio Lauck, que tem terras onde podem estar a nova divisa entre os estados, corre o risco de ter seu terreno repartido entre Bahia e Tocantins. “A gente tá aqui há 30 anos e agora eu não sei se sou baiano ou tocantinense. Porque daqui a pouco podem vir pessoas dizendo que são donas dessas áreas, e realmente não são”, teme.

Os integrantes da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia – AIBA acreditam que uma alteração nos limites das terras poderá causar Alex Rasiaprejuízos aos moradores das áreas afetadas  “Como outro estado vai fazer gestão de área que nem acesso tem? Essas áreas vão ficar em ilhas isoladas. Nós entendemos que os problemas que podem ser gerados são muito maiores do que possíveis benefícios que um estado ou outro pode ter em função dessa área”, diz Alex Rasia, diretor executivo da associação.

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