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Irrigação: o Governo quer, mas não quer.

05/11/2012

Matéria distribuída, hoje, pelo Ministério da Agricultura. Leia com atenção:

“As novas tecnologias de irrigação são ferramentas importantes para impulsionar a produtividade agrícola de pequenas, médias e grandes propriedades rurais. Atento a isso, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, determinou a implementação de uma política de irrigação para o campo. O objetivo é o aumento da produtividade e da produção de grãos e carne sem desmatamento.

Hoje, o Brasil tem uma área plantada de 68 milhões de hectares de grãos, frutas e fibras. Na pecuária, o espaço no campo é de 180 milhões de hectares. A execução da política de irrigação é para, justamente, tornar mais intensivo o uso dessas áreas, reduzindo a pressão por novos espaços.

Para atender essas demandas, o governo, por meio do Plano Agrícola e Pecuário 2012/2013, já disponibiliza uma linha de financiamento para o incentivo à irrigação, com juro subsidiado e carência de três até 12 anos para pagamento. Além do crédito mais barato e das taxas que variam entre 5% e 5,5%, o Ministério garantiu no Plano Plurianual/2012-2015 recursos de R$ 4 bilhões.

Para o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC) do Ministério da Agricultura, Caio Rocha, o uso da irrigação é um dos itens mais importantes para a modernização e o aumento da produtividade da agricultura brasileira. Segundo ele, a utilização dessa tecnologia permite o uso intensivo dos solos, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas, além de qualificar a lavoura.

O crescimento das áreas irrigadas é apontado como um dos principais fatores que garantiram o suprimento de alimentos em décadas de explosão demográfica. Dados mostram que o setor agropecuário é o maior consumidor de água em todo planeta, correspondendo a 70% da água doce existente, enquanto o uso doméstico responde por aproximadamente 10%, sendo o restante consumido pela indústria.”

O que gostaríamos de saber é se o Ministro da Agricultura, em seus pesadelos mais conturbados, imagina como é complicado a outorga de água, na Bahia por exemplo.

Equipamentos caros e com alta carga tributária, energia cara e instável, licenciamento ambiental kafkiano. O Governo definitivamente não incentiva a irrigação.

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