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Insegurança jurídica, tema de debate na Bahia Farm Show

31/05/2012

Texto de Catarina Guedes e foto de Eduardo Lena

O risco de uma crise alimentar, de o país perder a chance de se consolidar como liderança mundial na produção de alimentos, e de os entraves à produção repercutirem sobre os alimentos e os empregos dependem diretamente das decisões que os Governos e a sociedade brasileira tomarem o quanto antes.

Esta é uma das conclusões unânimes nos depoimentos dos cinco debatedores da manhã de hoje (30), na terceira edição do Fórum Canal Rural Bahia Farm Show, que contabilizou uma das maiores participações da audiência do evento na maior feira de tecnologia agrícola e negócios que está ocorrendo desde ontem (29) até sábado (02), em Luís Eduardo Magalhães/BA.

O Fórum, organizado pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), e pela emissora de TV segmentada na atividade agrícola, teve como debatedores o deputado federal (PSD-RO) Moreira Mendes, o atual presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, o deputado federal (PSD/MT) Homero Pereira, o presidente eleito da Frente Parlamentar da Agropecuária, e, ainda, o diretor geral do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), André Nassar. O painel reuniu, ainda, o secretário estadual do Meio Ambiente, Eugênio Spengler, e o presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e da Bahia Farm Show, Walter Horita. Com o título “Insegurança Jurídica: como produzir assim?”, o fórum enfatizou as questões ambiental e tributária.

De acordo com Walter Horita, seria um sonho poder desenvolver a atividade agrícola com o apoio da sociedade urbana, que ainda tem uma visão muito equivocada sobre o campo. “Se continuar assim, corremos o sério risco de uma grande crise alimentar em um futuro próximo. A Índia ainda padece de fome. Uma em cada sete pessoas do mundo passa fome. Temos a responsabilidade de alimentar 9 bilhões de pessoas até 2050 e precisamos de segurança jurídica para isso”, disse Horita.

Para André Nassar, do Ícone, instituto com sede em São Paulo, a demanda do mundo é grande e existe capacidade de expansão da produção brasileira. Nos últimos 20 anos, o PIB do agronegócio cresceu, ao ano, mais que o PIB brasileiro. Respectivamente 3% do primeiro contra 2% do segundo. “E, a depender do mercado, poderia crescer até 3,5% ano”, projeta Nassar, com base nos estudos do Ícone.

“Temos de fazer algumas escolhas. Interessa ao Brasil esta expansão? Quais são os condicionantes para isto? Este é o momento de o Brasil consolidar a sua liderança como o grande produtor de alimentos mundial. Daqui a 20 anos, o cenário será outro. É hora de fazer um grande pacto com a sociedade brasileira, e a mídia é fundamental para isto”. Para Nassar, o Novo Código Florestal já está estruturado. “Precisamos agora criar uma agenda pós-Código, para definir quais são os condicionantes para que os impactos sejam minimizados. Há custo para isso. Existem problemas hoje que são resultado de erros do passado, muitas vezes, incentivados pelos Governos à época. Para atender a demanda, a área de cana-de-açúcar e grãos tem de crescer 1 milhão de hectares ao ano. Sendo 70% em áreas já abertas e 30% em novas áreas”, diz.

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