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Cachaça, aviões e educação na pauta de Dilma com Obama.

09/04/2012

Dilma é recebida, no domingo, nos Estados UnidosO único acordo comercial da visita oficial da presidente Dilma Rousseff aos Estados Unidos, a partir de hoje, será o reconhecimento da cachaça como um produto exclusivamente brasileiro. A bebida deixará de chegar ao mercado americano como uma espécie de rum. A contrapartida será o ingresso no Brasil do bourbon, o uísque de milho, como bebida típica dos EUA e não mais como Scotch. Outros cinco acordos menos pitorescos serão firmados em diferentes áreas, além de 14 em educação. A presidente desembarcou ontem acompanhada por sete ministros.

O terceiro encontro de Dilma com o colega norte-americano, Barack Obama, durará pouco mais de duas horas hoje. Se o fracasso do diálogo político é dado como certo por especialistas, as perspectivas dos EUA no campo dos negócios com o Brasil são mais alentadoras. Não à toa, Dilma decidiu reunir-se a portas fechadas com cerca de 60 empresários brasileiros ontem logo ao chegar ao hotel onde se hospedou.

Muito além das antigas queixas de ambos os lados sobre as barreiras ao comércio bilateral, o plano dos EUA de atrair investimentos produtivos brasileiros e de estimular os negócios bilaterais, para gerar empregos locais, desandou com a decisão inesperada da força aérea americana (USAF, por sua sigla em inglês), em fevereiro, de cancelar a compra de 20 aviões A29 Super Tucano da Embraer. O tema será cobrado por Dilma. Obama a tentará convencer pela terceira vez a escolher o F-18 Super Hornet, da americana Boeing, na concorrência aberta pela FAB para a compra de 36 caças.

A USAF anunciou sua intenção de abrir uma nova licitação, ainda não confirmada, assim como o Ministério da Defesa informou intuito de concluir o processo de compra dos caças pela FAB até julho. Em uma tentativa de distender a relação nesse campo, Brasil e EUA também firmarão hoje uma parceria na área de aviação.

Dilma deverá ainda frustrar a expectativa do Tesouro americano de agregar o Brasil a seu bloco de pressão para acelerar a eliminação dos artifícios da China para manter a moeda chinesa desvalorizada. Na reunião dos Brics em Nova Délhi, ela preferiu liderar os emergentes contra as políticas dos EUA de expansão da base monetária, sem mencionar os reflexos do câmbio desvalorizado chinês nas suas exportações ao Brasil e a outros mercados da indústria brasileira.

Ministros brasileiros e altos funcionários americanos deverão firmar documentos para facilitar a cooperação bilateral nos três níveis de governo, a atuação em comum na área de segurança alimentar em terceiros países, a colaboração em meio ambiente e em moradia sustentável. O principal capítulo da visita de Dilma a Obama será refletido nos 14 acordos para acentuar a parceria bilateral no programa federal Ciência sem Fronteira, de concessão de 75 mil bolsas de estudos no exterior. Os EUA consideram essa cooperação uma possibilidade de favorecer uma melhor relação com o Brasil no futuro. Informações do Jornal do Comércio – Porto Alegre – com agências oficiais.

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