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Barreiras quer um presídio regional para evitar novas fugas

29/11/2011

A situação de superlotação e falta de estrutura da cadeia pública de Barreiras é, há muito tempo, motivo de atenção por parte da atual administração municipal. Na semana passada, a fuga em massa de 82 detentos fez com que mais uma vez, a prefeita Jusmari Oliveira buscasse o apoio do Governo do Estado para a construção do Presídio Regional e para a reforma da atual cadeia pública.

O complexo policial de Barreiras foi construído em 2003. Projetado para abrigar 28 pessoas, estava com 172 presos, destes, 82 fugiram através de um buraco aberto com brocas de furadeira de concreto. Os fugitivos retiraram ainda duas barras de ferro das grades e dois pedaços de lâminas de serra no teto da cela número dois. Depois de alcançarem a parte superior da detenção, pularam na parte exterior do pátio e novamente pularam o muro para chegar à rua.

Até sábado, 27, doze fugitivos haviam sido recapturados pelas equipes das polícias civil e militar.

Entre os fugitivos estão latrocidas, homicidas, assaltantes, traficantes e acusados de outros crimes. No domingo, 28, a prefeita Jusmari Oliveira se reuniu com o delegado regional, José Resende de Morais Neto, para discutir e buscar soluções para a situação carcerária de Barreiras.

“Esse grave problema de superlotação somente será resolvido com a construção do presídio regional. Já solicitamos ao governador Jaques Wagner celeridade nesse processo. Barreiras, a maior cidade da região, não pode mais abrigar os presos no complexo policial que só tem capacidade para 28 detentos. Estamos lado a lado com a sociedade e não vamos medir esforços junto ao Governo do Estado em prol da construção do presídio”, disse a prefeita.

Entre outras medidas, o delegado José Resende disse ontem que instalou um parlatório para visitas, no qual os visitantes não terão contato físico com os presidiários. Além disso, reduziu o número de visitas e está providenciando uniforme para os presos para, em caso de fuga, melhor identificação dos mesmos. Roupas pessoais não serão mais permitidas na cadeia do Complexo Policial. (Foto e texto do Jornal Nova Fronteira).

NOVOS PRESÍDIOS, MAIS VAGAS

O Governo da Bahia criará até 2013 mais 4.500 vagas em penitenciárias de Salvador e interior do estado, sendo que a maior parte será inaugurada em 2012. A medida foi anunciada nesta segunda-feira (28) pelo secretário estadual de Administração Prisional e Ressocialização (Seap), Nestor Duarte.

No município de Eunápolis, a obra da unidade prisional, que abrigará 450 presos, deve ser concluída no inicio do próximo ano. Em Salvador, o Complexo da Mata Escura receberá um novo presídio para 440 jovens e adultos infratores. Já para Feira de Santana a estimativa é construir uma unidade destinada a 900 apenados. Além desses municípios, Vitória da Conquista, Brumado, Bom Jesus da Lapa e Barreiras também terão novas vagas penitenciárias.

 Para acelerar a conclusão das unidades estão sendo utilizadas nas obras estruturas pré-fabricadas. “A finalidade é que, à medida que as obras sejam concluídas, os presos sejam transferidos para as novas unidades”, enfatizou Nestor Duarte.

 De acordo com o secretário, das 7.800 vagas existentes nas penitenciárias estaduais, mil foram criadas durante os primeiros quatro anos do governo. Com as novas unidades, a Bahia terá um total 12.300 vagas, reduzindo o problema de custódia de presos nas delegacias estaduais.

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  1. João permalink
    29/11/2011 8:56

    O presídio regional é solicitação antiga da Comissão Voluntária pela Segurança e Paz em Barreiras – Comissão de Paz, que há mais de 5 anos faz gestão junto ao poder executivo, federal e estadual e ao legislativo federal na expectativa da construção desta unidade. Os recursos estão disponíveis há mais de 3 anos em conta específica na Caixa Economica Federal, porém o Governo Estadual não conseguiu vencer as pendências técnicas existentes no projeto elaborado pela SUCAB. No momento aguarda-se a apresentação de novo projeto. A sociedade não consegue entender que, por ser a segurança assunto tão urgente, não seja dada a devida celeridade ao processo atual de maneira que os recursos financeiros hoje parados na Caixa possam ser devidamente usados na construção do presídio.

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