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Nova Fronteira denuncia: faltam remédios de uso continuado na 25ª DIRES.

28/07/2011

Não são todos os cidadãos em Barreiras, que diante de um problema de saúde conseguem obter os medicamentos necessários ao seu tratamento. Quem depende de remédio controlado de alto custo, fornecido pela 25ª Diretoria Regional de Saúde (Dires), tem voltado para casa sem o medicamento.

A Lei do Sistema Único de Saúde (SUS) estabelece que a atenção à saúde deve ser integral, ou seja, deve abranger tudo aquilo que for necessário para prevenir, controlar e curar as doenças, inclusive entrega de medicamentos.

Assegura também que todo cidadão tem direito de obter gratuitamente os medicamentos que necessita, até porque já pagou antes por eles, por meio dos impostos. Portanto, as unidades da rede pública de saúde devem, obrigatoriamente, fornecer aos pacientes os medicamentos receitados.

Os medicamentos não são mercadorias como outras quaisquer, pois são destinados a preservação da saúde e da vida e por isso devem estar acessíveis a toda a população. O que está acontecendo em Barreiras tem deixado indignados os familiares de portadores de esquizofrenia que procuram a 25ª Dires, porque lá os funcionários não têm a previsão de quando o remédio vai chegar. Eles apenas pedem para que os familiares liguem para saber se o remédio já está disponível. Os familiares citam como exemplo, que muitas pessoas ligam numa segunda-feira, e a data é postergada para sexta-feira e assim os dias vão passando e os pacientes que precisam do medicamento vão piorando, apresentando crises esquizofrênicas.

É o caso de Geraldo Santos, 20 anos, que sofre de esquizofrenia. Ele precisa diariamente do remédio Zyprexa e há três semanas comparece na 25ª Dires para pegar o medicamento e o mesmo ainda não chegou e nem tem previsão para começar a ser distribuído normalmente. O remédio que ele usa se for adquirido numa farmácia, custa R$717,09, bem mais que um salário mínimo e a caixa com 28 comprimidos dura menos de um mês. 

Apesar da situação complicada porque passam os familiares desses pacientes, muitos deles ainda tem medo de denunciar com medo de represarias e preferem viver sofrendo no anonimato, eles e os pacientes. É o caso do pai de um paciente que não quis se identificar, que sem condições de comprar o remédio para o filho, pois custa muito caro e a família vive apenas com o benefício de amparo a saúde do filho de apenas R$ 530,00, não sabe que providência tomar. Diante da situação ele reclama também que a 25ª Dires não repõe o remédio atrasado. Ele explica que de três em três meses o paciente necessita renovar a receita e se com dois meses o remédio não tiver chegado, aquele órgão estadual de saúde não repõe o medicamento que ficou sem ser entregue.

O denunciante reclama que o paciente é obrigado a renovar a receita através de uma nova consulta que custa R$200,00, mesmo sem receber os medicamentos que faltaram ser entregues na receita anterior.

Entramos em contato com João Fidélis, diretor da 25ª Dires, mas por estar de férias pediu que nossa reportagem procurasse a farmacêutica responsável pelo setor de alto custo, mas fomos informados que esta funcionária encontra-se de licença maternidade. Por telefone, a atendente Luiza Teles Carneiro informou que além do Ziprexa, mais oito medicamentos estão em falta, entre eles, Calcitriol e Noripurum, remédios essenciais para pacientes que fazem hemodiálise. Luiza acrescenta que estes dois medicamentos estão a mais de quatro meses sem serem entregues. “É uma situação complicada até mesmo para nós que somos funcionários, mas estamos fazendo a parte que nos cabe, que é cobrar da Secretaria Estadual de Saúde o envio desses medicamentos”, afirma. Reportagem de Elisângela Rosa para o Jornal Nova Fronteira.

Incúria, descaso, leniência, politicagem. Assim caminha a saúde em todo o País. Mas na Bahia, em especial, o cenário é de barbárie. Basta investigar, por exemplo, o número de mortes de pacientes que fizeram hemodiálise em Barreiras no último ano. Ou então: o número de cirurgias eletivas, realizadas pelo Hospital do Oeste, nos últimos quatro meses. E a atitude de nossos gestores? E a ação coercitiva da nossa Justiça? E a Procuradoria Geral da República e o Ministério Público do Estado que fazem olhos poucos e ouvidos moucos?A saúde da Bahia deveria pertencer à Secretaria de Segurança, pois é o verdadeiro caso de polícia.

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