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Encontro dos BRICs: todos gravitam em torno da China.

15/04/2011

Dilma Rousseff passa em revista tropas do maior exército do mundo. Foto de Roberto Stuckert, da Presidência da República. Clique na imagem para ampliar.

É notória a crescente preocupação da imprensa dos Estados Unidos com os Brics, grupo do qual fazem parte Brasil, Rússia, Índia, China e, a partir deste ano, a África do Sul. As atenções americanas estão voltadas, em especial, para a China, vista como a grande concorrente dos EUA em várias áreas e que, como mostra reportagem do Financial Times, vem dando as cartas dentro do grupo.

O FT nota que na Declaração de Sanya divulgada nesta quinta, o grupo concordou que “o século 21 deve ser um século de paz, harmonia, cooperação e um século de desenvolvimento científico”. O texto, que pode ser acessado na íntegra no site do Itamaraty, traz pontos polêmicos.

O FT lembra ainda, como O Filtro mostrou nesta semana, que outra forma de controle do novo fórum pela China foi a inclusão da África do Sul no grupo, apenas a 12ª economia do mundo, mas que representa a África, continente onde os chineses tem ampliado muito sua influência. Para o FT, a China é a estrela ao redor da qual as outras nações, incluindo o Brasil, estão orbitando.

De um ponto de vista econômico, a única coisa que os outros membros têm em comum é a China. “Este não é um bloco econômico unificado e que está se integrando rapidamente”, diz Jonathan Anderson, chefe economista da região da Ásia-Pacífico da UBS serviços financeiros. “É um grupo de quatro países diversos geográfica e comercialmente que têm em um comum uma crescente relação bilateral com o quinto país [a China]”.

Compilação dos links e comentários do jornalista José Antonio Lima, do blog O Filtro, da revista Época, editados em parte por este blog.

É de pouca importância a liberação

da exportação da carne suína para China.

Apesar da forte repercussão sobre a notícia da abertura, pela primeira vez, do mercado suinícola da China para a carne brasileira, ainda não foi observado impacto nas negociações da carne no mercado doméstico. Por ora, enquanto alguns dos agentes do setor consultados pelo Cepea se mostram cautelosos, aguardando detalhes deste acordo comercial, outros estão entusiasmados. Em novembro do ano passado, uma missão chinesa esteve no Brasil para inspecionar frigoríficos brasileiros que negociam suínos. Segundo informações divulgadas nesta semana, inicialmente, três frigoríficos brasileiros teriam sido aprovados para exportar a carne suína à China, mas a expectativa de agentes consultados pelo Cepea é de que esse número aumente nos próximos meses.

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