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Morte misteriosa do escritor que deu bengaladas em José Dirceu.

31/07/2010

Foto de Beto Barata, da Agência Estado.

A blogosfera toda está repercutindo a notícia da morte do escritor  curitibano Yves Hublet, que  ganhou destaque no Brasil no dia 29 novembro de 2005 ao atacar a bengaladas o então deputado José Dirceu,  processado por envolvimento no “mensalão”. Hublet era escritor e morreu na segunda-feira, dia 26, na capital federal em circunstâncias estranhas, segundo relato de seu editor e amigo Airo Zamoner, da editora Protexto.

Hublet completou 72 anos em abril passado. Segundo o editor, depois do episódio da bengalada, o escritor enfrentou vários problemas no país e mudou-se para a Bélgica, pois tinha dupla cidadania.

”Voltou em maio último para Curitiba a fim de tratar de um livro a ser publicado por minha editora e para tratar de papéis de um casamento anterior, pois pretendia se casar novamente na Europa”, revela Zamoner.

Segundo este, para retornar à Bélgica , Yves Hublet foi até Brasília. “Ao descer do avião foi preso em Brasília e ficou incomunicável”, segundo o editor. No presídio teria adoecido e foi hospitalizado, sob escolta.

“Alegou-se que estava com câncer. Ele teria falado com uma assistente social e passou o telefone de uma ex-namorada de Curitiba de nome Solange. Foi ela quem recebeu telefonema de Brasília comunicando o falecimento do Yves. O corpo dele foi cremado por lá”, informa o editor Zamoner.
A morte do escritor precisa ser apurada de maneira rígida e efetiva, sob pena de ser contabilizada naquela conta dos crimes insolúveis do País, como do assassinato do prefeito Celso Daniel.

11 Comentários leave one →
  1. Carlos Zatti permalink
    06/08/2010 22:59

    Escritor IVES HUBLET morre em Brasília, de forma estranha, após ser preso
    incomunicável.

    Amigos,

    Em maio deste ano, esteve no Brasil para assuntos particulares tendo,
    inclusive, estado em Curitiba quando me telefonou para me cumprimentar.
    Disse estar contratando a Editora Protexto, do escritor Airo Zamoner, para a
    edição de mais uma obra.

    Antes de retornar à Bélgica, passou por Brasília e, ao desembarcar, foi
    preso, incomunicável, não tendo sequer o direito de contatar advogado ou
    amigos.

    Adoeceu no cárcere e foi levado a um hospital onde acabou falecendo.

    Apenas esta semana, vazou a morte deste escritor paranaense, que ficou
    revestida do mais absoluto silêncio dentro dos órgãos governamentais, ao
    molde dos piores anos que esta Pátria teve. Será que estamos voltando aos
    porões de uma ditadura?

    Se a informação for verídica, tempos negros envolvem a capenga democracia e
    os mais elementares direitos humanos.

    “Pátria amada, salve, salve!”

    Carlos Zatti – Escritor

    Membro do IHGPR e do CTG Porteira Aberta

    ———————————————————-
    NOTA: Só a “imprensa canalha” de Curitiba como diz Requião, não publica a morte do escritor!!!
    A
    morte do escritor curitibano que atacou Zé
    Dirceu a bengaladas

    29 jul 2010 – 15:35

    O curitibano Yves Hublet ganhou destaque no Brasil no dia 29 de 2005 ao
    atacar a bengaladas o então deputado José Dirceu, que estava sendo
    processado por envolvimento no “mensalão”. Ele era escritor e morreu na
    segunda-feira (26) na capital federal em circunstâncias estranhas, segundo
    relato de seu editor e amigo Airo Zamoner, da editora Protexto. Hublet
    completou 72 anos em abril passado. Segundo o editor, depois do episódio da
    bengalada, o escritor enfrentou vários problemas no país e mudou-se para a
    Bélgica, pois tinha dupla cidadania. “Voltou em maio último para Curitiba a
    fim de tratar de um livro a ser publicado por minha Editora e para tratar de
    papéis de um casamento anterior, pois pretendia se casar novamente na
    Europa”, revela Zamoner. Segundo este, para retornar à Bélgica Yves Hublet
    foi até Brasília. “Ao descer do avião foi preso em Brasília e ficou
    incomunicável”, segundo o editor. No presídio teria adoecido e foi
    hospitalizado, sob escolta. “Alegou-se que estava com câncer. Ele teria
    falado com uma assistente social e passou o telefone de uma ex-namorada de
    Curitiba de nome Solange. Foi ela quem recebeu telefonema de Brasília
    comunicando o falecimento do Yves. O corpo dele foi cremado por lá”, informa
    o editor Zamoner. Yves Hublet escreveu livros infantis como “A Grande Guerra
    de Dona Baleia” e “Artes & Manhas do Mico-leão-dourado”, além de histórias
    em quadrinhos para a Editora Abril.

    • Ruy Vasconcellos permalink
      19/08/2010 7:40

      Temos que lutar para que tudo seja esclarecido, mas não vamos nos enganar: eles são bandidos e “compram” tudo…será que teremos alguma chance nesta inverstigação ?

  2. João permalink
    07/08/2010 11:47

    E aonde esta essa noticia nos grandes meios de comunicação?
    O que esta acontecendo?
    Como pode não ser noticia essa morte?
    A coisa esta caminhando para um destino muito trágico, caso seja verdade a ocultação da noticia e como se deu o desfecho desta perda.

    Eu nunca imaginei que um dia poderia viver em um estado totalitário outra vez. Mas…….
    O BICHO VAI PEGAR!

  3. José Manuel Sienes Rodriguez permalink
    12/08/2010 15:48

    Isto é uma grande sacanagem a imprensa Brasileira, que de a TV Globo,Band, etc.,
    e eles ainda tem a audacia de Falar da Ditadura Militar, Quando eles são os maiores canalhas que pode ter, na face da Terra, são uns Ptralhas, Ordinarios, Ladrões apropiadores do dinheiro do povo, oficializado pelo nosso presidente LuuuuuuuuuLaaaaaaaaaaaaa
    Fuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
    Socorroooooooooooooooooo

  4. José Manuel Sienes Rodriguez permalink
    12/08/2010 15:50

    Até vocês não aceitam a verdade.
    Abraços

  5. José Manuel Sienes Rodriguez permalink
    12/08/2010 15:51

    São todos os mais corretos do brasil, o pior acabou de Morrer.
    Que Deus o tenha.

  6. Ruy Vasconcellos permalink
    19/08/2010 7:36

    É impressionante a capacidade que o PT e sua quadrilha, chefiados pelo Capo & “Cumpanheiru” LULLA DA SILVA, têm em matar, roubar, mentir, surrupiar, enganar, e até conseguir estes indices enormes de aprovação ! Meu DEUS:”faça alguma coisa para salvar este povo que está nas mãos do maior enganador da história recente do Brasil – o Sr. Lula. Não adianta mais falar nas diversas falcatruas desta verdadeira quadrilha chamada PT e seus integrantes cumpanheirus. Porquê não adianta ? Simples: eles têm hoje o poder nas mãos para “comprar” o povo ignorante e dependente de favores do governo que são os mais necessitados, pouco instruídos, os que não tiveram edicação para liderar, os que não reconhecem diferença entre seriedade e ética, e sim que o frango “…tá mais barato…”; “…agora nós compra até carne…”; só que eles não sabem que o mundo foi que mudou, os países em geral passaram a se preocupar mais com os mais pobres, etc.. Não foi o tal do LULA que salvou o Brasil. Quem salvou mesmo foram os empresários que trabalharam, investiram, exportaram, venderam mais, ganharam mais para poder investir, etc, etc, etc..
    O que o governo faz ? Só fala em aumentar os impostos. Em criar novamente algo semelhante a cpmf. Inflar os quadros de “funcionários cumpanheirus” nas fileiras dos governos. E MATAR, como fizeram agora com o homem da bengala no Dirceu ! Agora eu quero ver se vai acontecer uma investigação com um mínimo de seriedade. CLARO QUE NÃO ! Dá poder a estes comunistas travestidos de socialistas e veja o que fazem… É LAMENTÁVEL a burrice desta massa de brasileiros que apoiam o “idiota” do LULA !

    Ruy Vasconcellos
    Professor Universitário e Historiador

  7. Rodrigo Leonardo Molina permalink
    26/08/2010 14:48

    Só quem é muito cego é que acredita no PT, pra qualquer um que consegue pensar, visivelmente constata que os petralhas não passam de uma quadrilha muito bem armada e muito bem estruturada para dominar com ditadura ferrenha um país de tolos e tolerantes como o nosso.

  8. Alexandre permalink
    30/10/2010 13:34

    O que poderia haver por trás dessa morte misteriosa em circusntâncias no mínimo estranhas? Por que não se ouve dizer nada na mídia oficial?
    A propósito da reportagem publicada sobre a morte do escritor curitibano Yves Hublet, o jornalista e compositor, Cláudio Ribeiro, esclarece a bem da verdade o que segue: O escritor curitibano Yves Hublet ficou conhecido como o ?Homem da Bengala?, por ter, em 2005, desferido bengaladas no então deputado José Dirceu, que estava sendo processado por envolvimento no mensalão.
    Depois do episódio com o Zé Dirceu, Yves, que escrevia livros infanto-juvenis de fábulas ecológicas, começou a ter problemas aqui no Brasil e como tinha cidadania belga, se mudou para a Bélgica.

    Yves foi fundador e presidente da Associação Cultural Paranaense de Autores Independentes por duas gestões. Junto com o jornalista Cláudio Ribeiro, foi fundador da União Brasileira de Escritores (seção Paraná) e seu primeiro presidente. Sua primeira obra, ?Artes & Manhas do Mico-Leão? foi um sucesso de público e crítica tendo sido adotada nas escolas de todo o País. ?Grande Guerra de Dona Baleia? e ?Planeta Água? foram livros de sucesso entre outros igualmente adotados pelas grandes redes de ensino de Curitiba e Brasília.

    Cláudio Ribeiro recebeu de Tatiana Ribeiro o email que segue, na tentativa de esclarecimento sobre a morte de seu amigo, o escritor Yves:

    Caro Cláudio,
    Pesquei sua mensagem e e-mail no orkut do querido Yves.
    Talvez você já tenha recebido de alguém a mensagem que agora te encaminho.
    Um abraço
    Tatiana Ribeiro

    Um mês e pouco antes de sua vinda ao Brasil, o Yves me mandou e-mail ratificando o que me dissera, pessoalmente, quando no ano passado nos encontramos na Espanha-Madrid: que estava pensando em vir ao nosso País no mês de abril, informando também que sua idéia era ficar, primeiro, na casa da nossa amiga Meireluci Fernandes, Presidente do Sindicato dos Escritores de Brasília e depois na minha casa, se pudéssemos hospedá-lo. Pelos seus cálculos seriam apenas de oito a dez dias. Indagou se poderia ficar uns três ou quatro dias na minha casa. Consultada minha mulher, pois ela é quem manda por aqui, esta concordou. Dei-lhe boas vindas. Assim, como planejado, primeiramente ele iria ao Sul, após Rio de Janeiro e, finalmente, Brasília, de onde retornaria a Bélgica. Depois do trecho sulista, no dia 17 de maio, efetivamente, Yves chegou a Brasília e me encontrou hospitalizado, tendo em vista que acabara de implantar dois stents. Assim que chegou ligou para minha casa e, informado onde estava, telefonou ao hospital me dizendo que a Meireluci receberia parentes em sua casa naquela semana e perguntando se poderia ir logo para a minha residência. Disse que sim e autorizamos nossa empregada a recebê-lo, uma vez que minha mulhe me acompanhava. Vim encontrá-lo três dias depois, quando sai do nosocômio. Ao chegar à minha casa logo nos sentamos na varanda para colocar nossos assuntos em dia e saber das novidades.
    Conversávamos muito sobre política. Foi quando percebi que ele não estava bem de saúde, eis que durante nossa conversa, num pequeno espaço de tempo, levantou-se duas vezes para ir ao banheiro. Na terceira vez, perguntei se ele estava com algum problema intestinal. Ele respondeu-me que sim, que estava com uma pequena hemorragia retal e que vinha tomando remédio. Preocupei-me com o amigo e disse que ele deveria fazer uma consulta, oferecendo-me para levá-lo a um hospital publico, uma vez que ele não possuía no Brasil qualquer convênio de assisrtência médica. Ele me disse que não me preocupasse, que quando chegasse a Bélgica iria se tratar, pois já estava com passagem marcada para 27 de maio.
    Durante esse período, passou o primeiro fim de semana na casa da Meireluci. Quando retornou, percebi que suas idas ao banheiro estavam aumentando. Ainda na minha casa, após me consultar e obter minha anuência, ele foi a um depósito público onde deixara guardados livros, objetos, escritos, lembranças e pequenos bens materiais, antes de se transferir para o país citado. Passou alguns dias na minha varanda examinando tudo e separou parte de sua biblioteca para doar ao Açougue Cultural (T-Bone), vendeu outros para um interessado e, uma grande quantidade (umas cinqüenta caixas) pediu-me para deixar guardada em minha casa durante algum tempo e se ele não pudesse leva-los a curto prazo, eu poderia doá-los, que é o que pretendo fazer nos próximos dias.

    Doou, ainda, ao meu neto Dedé um pequeno violão (de grande valor sentimental para ele), com algumas ?escoriações?, que ele ganhou de presente quando tinha oito anos de idade, instrumento esse que, quando há duas semanas fui passear em São Paulo (Serra Negra), entreguei a Di Giorgio para integral reforma. Trata-se uma peça antiga que muito aprecio.

    Finalmente no dia 27 de maio, por volta das 17 horas, levei-o ao aeroporto de Brasília para seu retorno. Lamentável e surpreendentemente, duas horas após lá deixá-lo, recebi dele telefonema me informando que havia sido preso pela Polícia Federal. Indaguei a razão e ele me informou que, como colecionador de armas tinha uma espingarda e um revólver (que também estavam em Brasília no depósito), ambas com registros não atualizados, pois quando do advento da lei de recadastramento ele já vivia na Bélgica) e pretendia leva-las. Simplesmente colocou-os na mala que despachou. Dá para acreditar? Fiquei perplexo com esse proceder, mas, como diz minha mulher, que fez bela oração para ele no sepultamento, ?artista tem razões que a própria razão desconhece? e ela sabe do que está falando, pois é casada comigo e mãe de ator. Eu e mais dois amigos procuramos ajudá-lo, mas foi em vão. O inquérito já estava instaurado e o passaporte apreendido. Iria para a Papuda, mas o juiz, em face sua idade e de não estar configurado dolo na ocorrência ? ou seja lá o motivo que for ? relaxou sua prisão e ele voltou para minha casa seis dias após o fato, onde ficou mais uns vinte e poucos dias, sempre piorando de saúde, mas resistindo ao tratamento ou internamento hospitalar..

    Quando finalmente conseguimos interna-lo, eu e o amigo José Carlos Brito, marido da Meire, no Hospital da Asa Norte ? Hran de Brasília, com ajuda do SAMU e não de policiais, passado tão-somente um dia, ele pediu, sem nos consultar, alta ao médico. Retornou a minha casa após a alta e foi ao cinema (sua grande paixão) no Píer 21. Seu estado de saúde continuou piorando, até que, novamente com auxílio do Brito, o intimei ? sim, embora intimamente lamentasse, o intimei, fomos duros ? a se internar novamente e tratar-se, o que de fato ocorreu no dia 3 de julho. Dessa vez ele fez todos os exames que necessitava e foi trágico o diagnóstico: um câncer no reto, que logo entrou em metástase. Sempre que possível, nesse período, fazíamos visita de atenção ou para responder pequenas solicitações dele. No dia 26 de julho ocorreu óbito. O sepultamos dia 30. Aí estão os fatos, a verdade. Hoje, em face do despacho das armas na mala e da resistência ao tratamento e internamento, posso concluir, serenamente, um pouco triste pela intimação que relatei, sobre o que acontecia na brilhante cabeça do caro amigo, ator e escritor, Yves Hublet: ele veio do exterior já sabedor de que o fim estava às portas. Conscientemente ou não, jamais quis retornar ao isolamento da terra estranha. Não obstante, ultimamente, ele viesse com insistência dizendo-se belga, na verdade ele amava demais o Brasil e sua gente para viver tão longe deles.

    Esses são os fatos, a verdade, o resto é mentira ou fofoca. Abraços.

    Rômulo Marinho. PS: vou mandar cópia deste para todos os amigos. Abaixo outra poesia que encontrei nos seus guardados, com o mesmo título da anterior, mas desta vez a número um. Parece que durante algum tempo ele teve idéia fixa no fim de vida.

    • Antônio L. Scalon permalink
      02/12/2012 20:38

      Caros leitores,
      Hoje é que estamos vivendo uma ditadura, quem for contrário ao PT é comprado ou eliminado.
      SDS Antônio

  9. 14/08/2013 12:20

    NÃO É SEM MOTIVO QUE O DEPUTADO ROBERTO JEFERSOM DISSE : EU TENHO MEDO DE VOSSA EXCELENCIA…Referindo-se ao ZÉ DIRCEU.

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