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A guerra do trânsito continua, sem vencedores, só vencidos.

28/06/2010

Aumentou cerca de 50% o número de mortos nas estradas que cortam a Bahia durante o São João este ano em comparação ao mesmo período de 2009, de acordo com as Polícias Rodoviárias Estadual (PRE) e Federal (PRF). Também houve alta nas estatísticas de acidentes em geral. Foram 302 acidentes com 169 feridos e 27 mortos em 2010 contra 229 acidentes, 148 feridos e 19 mortos em 2009.

O crescimento nos índices foi impulsionado pelas estatísticas das rodovias federais, onde dobrou o número de vítimas fatais, passando de 10 para 21 em 2010. Já nas estradas estaduais o movimento foi mais tranquilo e o feriadão menos violento, passando de 55 acidentes com 73 feridos e 9 mortos em 2009 para 44 acidentes com 44 feridos e seis mortos.

Os policiais rodoviários federais também flagraram 4.186 motoristas dirigindo em alta velocidade, 1.010 ultrapassagens irregulares e 669 condutores sem cinto de segurança, além de 24 motoristas que foram presos por crime de embriaguez no trânsito. Texto e informações do jornal online de A Tarde.

Compare com as notícias recentes dos combates no Afeganistão (só do lado das tropas britânicas e americanas):

Em apenas 26 dias, junho de 2010 superou todas as marcas de mortes de militares da coalizão desde o início dos conflitos no Afeganistão, em outubro de 2001. No período, 85 integrantes das forças de ocupação perderam a vida. O recorde anterior, 77 mortos, havia sido registrado em agosto de 2009.

As mortes no mês de junho não são um evento isolado. Fazem parte de um aumento constante da violência. Especialmente a partir de 2005, quando o Talibã e a Al-Qaeda conseguiram se organizar depois do arrefecimento da iniciativa das forças de ocupação. Desde então o número não pára de subir, apesar de todos os esforços das forças da Otan. No total, 1876 militares já perderam a vida nos 9 anos de conflito.

A conclusão a que se chega é que é muito menos perigoso combater no Afeganistão do que dirigir veículos nas estradas da Bahia, principalmente em feriados prolongados. Ampliem-se estas estatísticas para todo o País e teremos um número infinitamente maior de mortos e feridos. Como se dizia no tempo de Monteiro Lobato, ou se acaba com a cachaça nas estradas ou a cachaça acaba com os brasileiros. Ele referia-se a formigas. Elas acabaram. Mas os alambiques e cervejarias continuam cada vez mais fortes, amparados pela propaganda na TV.


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