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Barreiras quer ampliar aeroporto.

25/03/2010

O movimento organizado pela Comissão Voluntária pela Segurança e Paz em Barreiras, que visa chamar a atenção das autoridades quanto à necessidade da ampliação do aeroporto regional de Barreiras, paralisou as principais avenidas da cidade na manhã de ontem, 24.
Inaugurado em 1940, o aeroporto de Barreiras era considerado pelas tropas aliadas como ponto estratégico durante a segunda guerra mundial. Daqui saiam aviões cargueiros carregados de charque e embutidos industrializadas no Matadouro Sertaneja, que abasteciam os exércitos em guerra na Europa e Norte da África.
Infelizmente os últimos governos que comandaram a Bahia deixaram o então estratégico aeroporto relegado a segundo plano. Com aproximadamente 800m de altitude, há 12 Km do centro da cidade, o aeroporto possui uma pista de 1,6 Km, o suficiente para pouso de aeronaves de pequeno e médio porte, como os aviões Brasília, da Passaredo, única empresa a realizar vôos comerciais na região.
Para que aviões com maior capacidade de transporte pousem em Barreiras, é necessário a ampliação da pista em mais 700 metros, obra orçada em R$ 22,5 milhões.
Na opinião de Gil Areas, presidente da Comissão da Paz, a falta de vontade política é o principal entrave para a ampliação do aeroporto. “O que falta ao governo do estado, não só a atual administração, como também os governos passados, entender que o aeroporto de Barreiras é prioridade para dinamizar a economia regional. Estamos falando apenas de R$ 22,5 milhões para solucionar o problema e essa não é uma grande quantia para o Estado, muito menos para o Governo Federal. Estamos a cinco anos nos reunindo com o Governo da Bahia e durante esse período não percebemos qualquer avanço, por isso, infelizmente tivemos que fazer esse manifesto para ver se as autoridades tomam alguma medida”, disse Gil, enfatizando que a falta de representatividade política da região é crucial no descaso com o Oeste. “Tenho certeza que em função da ausência de obras do Governo do Estado na região estimulou na população o anseio da criação do Estado do Rio São Francisco”.
Segundo Célia Sampaio Kumagai, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Barreiras, após inúmeras reuniões, a CDL, em parceria com outras entidades de classes de Barreiras e região, achou por bem fazer essa manifestação e mostrar a necessidade da ampliação do aeroporto. “Por trás dessa obra está a melhoria na área da saúde, educação, turismo, comércio, indústria, serviço, agronegócio, entre outros setores fundamentais para o progresso do Oeste da Bahia”. Texto e fotos de Eduardo Lena. Leia mais no jornal Nova Fronteira
.

A verdade é que a construção do novo aeroporto de Luís Eduardo, por iniciativa de mais de 30 empresários e a posterior concorrência da Prefeitura e do Governo do Estado, assustou os barreirenses. Pensam eles que se Barreiras não se mobilizar pela ampliação e Luís Eduardo possuir um aeroporto moderno, o centro de interesse das companhias aéreas pode mudar. O crescimento de Luís Eduardo sempre causou problemas para a cidade-mãe. Já existe uma disputa velada em torno da localização da capital, na eventualidade da aprovação do novo estado do São Francisco.

E a disputa política não deixa de envolver represálias: antes de ontem, 23, a empresa empreiteira da construção da pista de Luís Eduardo foi multada e a obra ameaçada de embargo pelo IBAMA.

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