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Agronegócio realiza ações para obter imagem institucional mais positiva

26/01/2010

Monika Bergamaschi, uma experiência de sucesso

As instituições ligadas ao agronegócio do Oeste baiano realizaram, ontem, 25, o primeiro evento destinado à revalorização da atividade do campo, com palestra do diretor do Núcleo de Agronegócios da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), José Luiz Tejon e apresentação de “caso de sucesso” da Associação Brasileira do Agronegócio de Ribeirão Preto (Abag/RP), sobre a campanha de valorização institucional da imagem do agronegócio naquela cidade do interior paulista, por Monika Bergamaschi, diretora da entidade.

Estiveram presentes às palestras, os diretores das entidades patrocinadoras do evento – Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), da Fundação Bahia, do Fundo para o Desenvolvimento do Agronegócio do Algodão (Fundeagro) e do Sindicato Rural de Luís Eduardo Magalhães, bem como autoridades de outros setores, como a prefeita de Barreiras, Jusmari de Oliveira, o prefeito de Luís Eduardo, Humberto Santa Cruz, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Jaime Capelesso,  a secretária da Saúde de LEM, Maira Andrada, além de cerca de duas centenas de produtores rurais.

Mônika Bergamaschi contou, em sua palestra como o agronegócio da região de Ribeirão Preto – que abrange 86 municípios do nordeste de São Paulo – se encontrava antes do início das ações de marketing institucional:

-Realizamos uma ampla pesquisa e a credibilidade do agronegócio estava em penúltimo lugar, à frente apenas do funcionalismo público. Hoje a imagem da produção do campo é muito melhor, pois não basta a mulher de César ser honesta, ela tem que parecer honesta.

A melhoria do conceito da atividade foi obtida através de ações como propaganda institucional diária na TV, com uma série de 33 comerciais de até um minuto de duração; editoração de informativos; e inserção do negócio do campo em disciplinas escolares, com  capacitação de professores, além de visitas de alunos a empresas e estabelecimentos agropecuários.

-Estamos desenvolvendo a percepção de interdependência entre o campo e a cidade e melhorando nossa imagem, mostrando as principais características de responsabilidade social e ambiental do trabalho do campo.

Jair Francisco, da ACELEM, e José Luiz Tejon, da ESPM

Por outro lado, José Luís Tejon afirmou, na sua palestra que a baixa auto-estima do próprio negócio tem prejudicado a evolução da imagem pública de atividade:

– Não basta fazer bem feito, tem que penetrar no coração das pessoas. Fazer uma boa agricultura, responsável socialmente e ambientalmente, e mostrar às comunidades como é feita essa agricultura. Temos que atingir o inconsciente coletivo com uma bandeira permanente de defesa da atividade, mostrando que a agricultura é soberania nacional. A agricultura não será desinventada: em 2050 seremos 9 bilhões de habitantes e precisamos produzir para toda essa gente.”

Tejon forneceu dados significativos: o agronegócio movimenta 13 bilhões de dólares no mundo. Mas isso significa apenas 18% de todo o negócio global produzido com as matérias primas da propriedade rural. Segundo Tejon, o campo precisa envolver toda a cadeia produtiva na busca do real conhecimento, pela sociedade urbana, do valor institucional da sua produção.

Quem quiser conhecer em detalhes a atuação da ABAG/RP deve acessar o site www.abagrp.org.br

Vanir Köln, do Sindicato Rural: "As cidades interpretam de maneira equivocada o agronegócio, às vezes com o apoio da grande imprensa, à qual não temos acesso"

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