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Milho do oeste baiano vai a leilão

28/08/2009

 A Bahia finalmente volta a participar dos leilões de subvenção ao milho, promovidos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), como parte das Políticas de Garantia de Preço Mínimo do Governo Federal. O aviso de leilão do Prêmio de Escoamento do Produto (PEP) sairá hoje, com 50 mil toneladas a ser subvencionadas no Estado. A inclusão da Bahia foi garantida através da Portaria Interministerial 445, publicada hoje (28) no Diário Oficial da União. Os produtores da região Oeste do Estado comemoram a decisão, após peregrinarem meses a fio entre os Ministérios da Agricultura, da Fazenda e do Planejamento em Brasília. Sem os leilões que compensam os preços deprimidos (de R$14 a saca contra R$19 do mínimo estabelecido pelo governo federal) e a safra quase toda estocada (1,2 milhão de toneladas), os produtores já falavam em risco de diminuição de área plantada da ordem de 40%.
 
Um aspecto técnico – a necessidade de um porto do Nordeste para referência no cálculo do valor do prêmio na liquidação da subvenção – impossibilitou a inclusão do milho baiano nos avisos de PEP e Pepro recentes. O último deles, de PEP, foi publicado na última sexta-feira (21).
 
“O milho é uma das culturas mais importantes da Bahia e a possibilidade de redução das lavouras representa um risco real para a economia baiana e para a viabilidade da agricultura no estado. O impedimento ao benefício da subvenção era uma injustiça, frente à expressiva participação de outros estados produtores e o Governo da Bahia não podia se calar diante disto”, disse o secretário da Agricultura, Roberto Muniz.
 
De acordo com o vice-presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Sérgio Pitt, que, juntamente com outras lideranças do agronegócio regional, empreendeu uma série de visitas aos ministérios em Brasília e secretarias em Salvador, se a Bahia ficar sem subvenção, enquanto os outros estados produtores gozam do benefício, o estado deixa de ser competitivo e terá sérios prejuízos.
 
“Agravando esta situação, há o risco à sustentabilidade do agronegócio do Oeste, que depende do milho para fazer a rotação de culturas. Precisamos sobreviver da nossa atividade produtiva, que é uma importante âncora econômica do Estado e do País. Os gestores da política agrícola, em suas intervenções para garantia dos preços mínimos devem ser isonômicos, para não cometer injustiças”, afirmou Sérgio Pitt.( Com  informações da Agripress).

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